A psicomotricidade relacional pode ajudar seu filho a ser mais feliz

Ser uma criança saudável é o que todo pai deseja para seu filho, mas isso exige afeto e equilíbrio

14 de setembro de 2016 - Por: Thaynara Oliveira


 

“Mãe, eu preciso sair da sala para respirar!” É essa a resposta que Jacqueline Mussi ouvia quando brigava com o filho Antônio por ter escapado da sala. Ela não sabia o que fazer. Foram inúmeras as vezes em que a engenheira civil foi chamada à escola por causa do comportamento do filho. Com 5 anos, Antônio foi diagnosticado com um pequeno nível de hiperatividade, problema que já afetava suas relações sociais e o desempenho na escola. “Ele não conseguia se relacionar com os coleguinhas e vivia reclamando que não tinha amigos. Fizemos primeiramente um acompanhamento com psicólogo e depois conversamos com outros especialistas que chegaram a recomendar medicação, mas para nós essa seria a última opção”, conta Jacqueline.

 

As coisas começaram a mudar quando Antônio passou a fazer Psicomotricidade Relacional, uma metodologia baseada em brincadeiras espontâneas e na comunicação corporal que favorece a expressão de sentimentos e emoções. “Claro que é um tratamento longo, é preciso ter paciência, mas a mudança é notável, tanto dele quanto de nós pais”, afirma Jacqueline. Segundo a engenheira, além de conseguir fazer amizades e brincar com as crianças da sua idade, o filho está muito mais seguro e responsável. “No seu aniversário este ano ele queria que fossem vários amiguinhos com os pais, então além do convite, eu falei para ele convidá-los pessoalmente na escola. Nossa, foi uma campanha! (risos) Isso mostra que ele está seguro para chamar, conversar, não tem mais aquela barreira.”

 

 

MUDANÇA RADICAL

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, Transtorno Desafiador Opositivo e Síndrome de Asperger são alguns dos diagnósticos que Ari, o filho mais novo de Marília Vicentini, recebeu quando era criança. Desde que entrou na escola, o menino apresentava dificuldades de se relacionar, agressividade e baixa produtividade. A partir daí começou a saga da família atrás de tratamentos que amenizassem esses sintomas e melhorassem a vida de Ari. “Foram vários profissionais que entraram no circuito para amenizar os efeitos colaterais da medicação que começava a aparecer. Desesperados, começamos a pesquisar em todos os lugares para tentar descobrir uma maneira de ajudá-lo. Até que chegamos ao ponto de tirá-lo da escola e parar com os tratamentos convencionais.”

 

Em meio a tudo isso, Marília, que é professora de Educação Física, resolveu começar um curso de Psicomotricidade Relacional também para ajudá-la na profissão. “No primeiro módulo eu tive a certeza que não só eu havia encontrado uma metodologia maravilhosa para o meu trabalho, mas principalmente para o meu filho.” Apesar da resistência em começar um tratamento novamente, Ari resolveu fazer a Psicomotricidade Relacional com a condição de que se não gostasse poderia parar. Desde então não faltou a um encontro. “Hoje com 18 anos, Ari é um adolescente completamente diferente. Tem amigos e procura conservar a relação, lida melhor com as frustrações, pede desculpas, começou a se organizar melhor e ainda fez matrícula no supletivo para terminar o Ensino Médio”, comemora a mãe.

 

 

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Para Ana Elizabeth, “Ajudar a criança e o adolescente a encontrar o bem estar em seu dia a dia é importante considerar as singularidades de cada um”.

 

EQUILÍBRIO NA BALANÇA 

A hiperatividade é apenas um dos fatores que pode interferir no bem-estar das crianças e adolescentes. Para essa balança estar equilibrada é preciso lidar com diversos aspectos. “É necessário que eles se sintam bem com seu corpo, suas emoções, sua cognição, suas relações sociais e familiares e tenham suas necessidades básicas garantidas”, explica o mestre em Educação e doutor em Psicomotricidade Relacional, José Leopoldo Vieira, do Ciar. Por meio da Psicomotricidade Relacional, os pacientes passam a se conhecer melhor e aprendem a aceitar e lidar com os todos os fatores que influenciam o seu bem-estar.

Ana Elizabeth Guerra, psicóloga e mestre em Psicomotricidade Relacional, destaca que as crianças e os adolescentes estão em fase de desenvolvimento, portanto esse trabalho tem que ser ainda mais cuidadoso. “Para ajudar a criança e o adolescente a encontrar o bem estar em seu dia a dia é importante considerar as singularidades de cada um e apresentar caminhos mais flexíveis, abrangentes e inovadores para a socialização”.

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Leopoldo Vieira, afirma que é preciso cuidar de vários aspectos para a felicidade da criança

 

 

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