Cuidado com os afogamentos de crianças no verão

Entre dezembro e janeiro acontecem 89% dos casos de afogamento no Brasil

13 de dezembro de 2016 - Por: Thaynara Oliveira

Saúde_Afogamentos

 

Verão e água têm tudo a ver, não é mesmo? Infelizmente essa combinação costuma causar muitos acidentes entre os meses de dezembro e janeiro. Segundo a coordenadora do setor aquático da Academia Gustavo Borges Tarumã, Luiza Mazur, a maioria dos casos de afogamentos acontece na infância e começo da adolescência, “normalmente entre 1 e 14 anos”. Por isso o cuidado nessa faixa etária deve ser redobrado.

Para garantir a segurança das crianças, a principal dica é nunca deixá-las sem supervisão perto de locais com água e sempre colocar boia ou colete salva-vidas. “Esses equipamentos de segurança são mais leves do que a água e envolvem o corpo, por isso protegem as crianças que ainda não sabem nadar de serem puxadas ao fundo e se afogar. Para os pequenos o uso é essencial, porque em um piscar de olhos eles já podem entrar na água”, ressalta Luiza. A professora alerta para os pais sempre procurarem o tipo de equipamento mais adequado para cada idade.

Outra forma de prevenção que pode deixar os adultos um pouco mais tranquilos é ensinar a criança a nadar. Isso porque as aulas de natação ajudam os alunos a terem mais controle do corpo. “No entanto, isso não elimina completamente o risco de afogamento e não dispensa a obrigação dos pais de estar sempre perto dos filhos na piscina ou no mar”, afirma Luiza. Os pais também devem aprender a nadar para conseguirem controlar qualquer situação de perigo com mais segurança.

 

S.O.S

Mesmo com todas as medidas de segurança, se a criança se afoga ou se engasga com água, a primeira ação a ser tomada é retirá-la da água e conferir se ela está respirando normalmente. “Se estiver, ela deve ser colocada de lado para expelir a água que bebeu. Caso contrário, faça respiração boca a boca e massageie o seu tórax, para que ela recupere a respiração o mais rápido possível, evitando lesões cerebrais” explica a professora. Se for necessário, chame um serviço de emergência e mantenha a cabeça da criança em uma posição mais baixa do que o peito. “A criança deve ser levada para um lugar quentinho e seco. Confira a respiração e o pulso, coloque-a em uma posição confortável e tente acalmá-la.”

 

Fique de olho com o afogamento secundário

Uma situação que pode acontecer com pessoas que quase se afogaram é o afogamento secundário, quando a água entra nos pulmões e permanece lá. Os sintomas podem aparecer até 72 horas depois do incidente e envolvem dificuldade de respirar, tosse intensa, cansaço e até mesmo dificuldade de fala, perda me memória e perda de atenção. “Esses sintomas acontecem porque quando a água entra até o fundo dos pulmões, ela irrita esse órgão. É algo que pode acontecer na água doce ou na água salgada, em adultos e adolescentes também, mas o mais comum é com as crianças”, destaca a professora Luiza Mazur. Por isso é fundamental monitorar a criança por algumas horas após o incidente, mantendo-a em observação no hospital e sob avaliação médica.

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