Você sabe a importância do teste do coraçãozinho?

Entenda como ele funciona e garanta a saúde do seu filho

6 de agosto de 2017 - Por: Redação

 

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Quando nasce um bebê, a primeira coisa que os pais querem saber é se ele é 100% saudável. Vários testes são realizados para atestar a saúde do pequeno, entre eles o do coraçãozinho. Determinadas síndromes e doenças graves, quando detectadas nos primeiros dias de vida, têm mais chances de serem tratadas ou corrigidas com cirurgia. É o caso das cardiopatias congênitas, que acometem 1 a 2 a cada 1000 bebês nascidos vivos no Brasil, segundo a Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações.

Por isso o teste do coraçãozinho é tão importante, com sua eficácia comprovada em estudos publicados nas revistas Pediatrics e The Lancet. Países do mundo todo o utilizam para salvar vidas, pois uma cardiopatia congênita grave não detectada pode levar à morte em poucos dias ou até horas. “Se o bebê vai embora da maternidade sem saber o diagnóstico, pode morrer em casa”, alerta a cardiologista pediatra Maíra Basso.

 

Como funciona 

O teste do coraçãozinho é indolor, não invasivo e com custo baixo. Isso porque é feito com um oxímetro, aparelho que já existe nas maternidades e hospitais pois é utilizado para monitorar os pacientes, especialmente nas UTIs. O equipamento é colocado primeiro na mão direita e depois em um dos pés da criança, para verificar os níveis de oxigênio. Não dura mais do que cinco minutos e pode ser feito por um profissional de enfermagem. Se indicar saturação (nível de oxigênio) abaixo de 95%, o bebê não pode ter alta da maternidade e permanece em observação. Então, encaminha-se o caso para um cardiologista, que realizará outros exames mais específicos. “O teste do coraçãozinho sozinho não faz diagnóstico, mas é essencial para descartar cardiopatias graves”, explica Maíra Basso. 

 

Quando fazer 

O teste do coraçãozinho deve ser feito entre 24 e 48 horas de vida do bebê, antes da alta hospitalar.

 

Quem tem direito 

Desde 2013 o exame é obrigatório pelo SUS em Curitiba e, desde 2014, nas maternidades de todo o país. Mas nem sempre a regra é cumprida. Por isso, antes de sair do hospital pergunte ao pediatra se o seu filho passou pelo procedimento e qual foi o resultado. “O exame é muito simples, deveria mesmo fazer parte da rotina das instituições de saúde. Mas é sempre bom a família pedir, por garantia”, orienta a cardiologista pediatra Maíra Basso.

 

Números que envolvem o teste do coraçãozinho

/// Nascem no Brasil aproximadamente 28 mil crianças com problemas cardíacos por ano.

/// Desses 28 mil cardiopatas que nascem anualmente, pelo menos 23 mil vão precisar de uma cirurgia cardíaca, mas infelizmente cerca de 18 mil (78%) não recebem o tratamento, principalmente por falta de diagnóstico ou vagas na rede pública.

/// A incidência de cardiopatia congênita é 8 vezes maior do que a síndrome de Down.

 

Fonte: Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações

 

 

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Maíra Basso é especialista em Cardiopediatria desde 2009, pelo Hospital Pequeno Príncipe, e pediatra formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)

Rua Carmelo Rangel, 415 | Juvevê

(41) 3342-0112

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