Plástica na adolescência, pode?

Cirurgião faz alerta sobre o aumento da procura de cirurgia entre adolescentes. “Tudo tem seu tempo e não se pode exagerar”

9 de fevereiro de 2018 - Por: Redação

 

Cheerful redhead young woman standing and showing thumbs up while her friends talking outdoors

Deixar de lado uma festa ou uma viagem em comemoração ao aniversário para fazer uma cirurgia plástica é muito mais comum do que podemos imaginar. Cada vez mais cedo, adolescentes optam por procedimentos em busca do bem-estar e do corpo perfeito. “Esta fase é de transformação e, em muitos casos, este adolescente precisa entender que não é hora de mudar. Claro que cada caso tem que ser avaliado e como o adolescente é ansioso por mudanças, essa procura pode se tornar um exagero”, explica o cirurgião plástico Dr. Marlon Chiaratti, da Clínica Delineare.

O cirurgião diz que cabe aos profi­ssionais identifi­car se existe um problema que justi­fique a realização da cirurgia e alerta: “É preciso que os pais ­quem atentos a alguns sinais para saber se de fato a decisão por uma cirurgia é a única opção e não ceder à imposição dos ­filhos”. Essa atenção teve a mãe de Talia Collen, adolescente de 17 anos que recentemente diminuiu e levantou as mamas. “Com 14 anos meus seios já eram grandes e usava certas roupas para disfarçar. Mas foi recentemente que o tamanho realmente incomodou e decidi fazer a cirurgia, com o apoio da minha mãe, que percebeu meu incômodo”, conta a adolescente. “A ideia me passava na cabeça, mas me achava nova para investir em uma cirurgia. Hoje sei que a decisão foi assertiva, pois o volume dos meus seios já estava me deixando com dores nas costas, estava começando a andar arqueada”, relata. Hoje, a vida é outra. “Já estou liberada para tudo. Uso blusinhas e roupas que valorizam meu corpo. Estou feliz com essa opção muito bem pensada por mim e por minha família que me ajudou na decisão.”

 


Leia também como a plástica ajuda com a autoestima


 

A estética é essencial e está ligada à parte psicológica. Se realmente algo incomoda, precisa ser corrigido. “Quando se chega à conclusão de que o problema físico em si está dificultando o relacionamento com o grupo social, a cirurgia pode ser realizada, pois, se a aparência física não está legal, a pessoa não se sente con­ante e isso pode reprimi-la em outros aspectos”, comenta o Dr. Marlon.

Gustavo Smoger, 16 anos, é o típico adolescente que está tranquilo com sua aparência nos dias de hoje. Há dois anos ele realizou a otoplastia – procedimento para mudar a aparência das orelhas – e se sente realizado. “Usava cabelo comprido, simplesmente para esconder as minhas orelhas. Não gostava de tirar fotos, pouco postava nas mídias sociais”, relata o adolescente. Foi em uma conversa com os pais que ele expôs o problema que o incomodava e então decidiu pela correção estética. “Meus pais me acompanharam e me apoiaram muito, para mim, é uma nova vida”. “Gosto de jogar basquete e hoje, com o cabelo mais curto é muito melhor”, brinca.

Real necessidade

Cirurgiões dividem a cirurgia plástica em dois tipos: reparadora e estética. A primeira corrige defeitos na morfologia ou na função de alguma parte do corpo, e a segunda é para melhorar a aparência física. Por isso, o primeiro passo antes de realizar uma cirurgia é identificar se o adolescente realmente precisa da mudança ou é apenas uma vaidade. “Não existe uma norma que defina qual a idade mínima para se submeter à plástica.

O mais importante é avaliar a evolução física do paciente”, pontua. No caso da prótese de silicone, é necessário que ela já tenha menstruado pela primeira vez há mais de cinco ou seis anos, para que tenha tido tempo suficiente para desenvolver as mamas. E, em casos como a rinoplastia, a plástica no nariz, é preciso que o corpo já tenha estabilizado o crescimento. A realização de procedimentos entre os adolescentes contribui para elevar o Brasil no ranking mundial na realização de cirurgias plásticas, tornando o país o segundo colocado. As principais buscas são por modificações nos seios (implantes de silicone ou diminuição no volume) e a lipoaspiração. “Existem outros procedimentos menores, como operações nas orelhas (abano) e delineamento do nariz”, explica o especialista.

 

FIQUE SABENDO!

– Toda cirurgia envolve riscos. Mas, se bem indicada, o adolescente vai se sentir mais satisfeito, confiante e com a autoestima lá em cima

– Não se pode ter pressa: é fundamental reforçar isso quando o adolescente tem interesse em algum processo cirúrgico

– Nessa fase, o corpo está em constante mudança e as opiniões podem mudar de uma hora para outra – o desejo por uma plástica hoje pode não ser o mesmo amanhã

– O principal é cuidar do aspecto psicológico do adolescente, de maneira que seus anseios sejam atingidos e os resultados fiquem dentro de sua expectativa

 

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