Como viver bem?

Não existe uma forma única, mas é possível direcionar a vida de modo que as chances de se sentir realizado sejam maiores

23 de fevereiro de 2018 - Por: Redação

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O viver bem é um conceito que só pode ser construído a partir de uma perspectiva individual. Isso porque não há apenas uma maneira de se viver, o que impossibilita generalizações. No entanto, há, sim, alguns pontos que podem ajudar a refletir a forma como vivemos.  Para Ronny Kurashiki, psicólogo do Valencis Curitiba Hospice, quando se fala sobre escolhas e experiência de vida é importante compreender desde o início que são processos sem garantias, isso quer dizer que não é possível controlar a totalidade dos acontecimentos ao seu redor de forma a evitar frustrações e garantir a plenitude da satisfação.

 

“Viver é arriscado, mas é possível direcionar sua vida de modo que as chances de se sentir realizado sejam maiores.  É preciso ciência de sua finitude, esse é um dos pontos cruciais. O fato de vida ser passageira, de que cada ser humano terá um tempo determinado em sua existência, aumenta o valor do processo em si. Coloca-se em evidência tudo isso que ocorre desde o nascimento até o falecimento”, diz o psicólogo. “Abrir mão da ilusão da imortalidade, fazer planos que se encaixem no tempo que se tem, expectativas passíveis de serem realizadas, são caminhos importantes quando se fala em viver bem”, complementa.

 

Mário Sérgio Cortella, filósofo contemporâneo, questiona “qual a vida que vale a pena ser vivida?” e complementa fazendo uma provocação sobre os benefícios de se viver uma vida extensa ou intensa. Se tratarmos a vida como uma questão de temporalidade, considera-se que o avanço da medicina e de possibilidades terapêuticas nos últimos anos estão levando as pessoas a viverem melhor, ou seja, mais tempo. “Mas se colocamos o crivo a respeito do viver bem alinhado com a intensidade, ou seja, o quanto que se vive no tempo que se viveu, então percebe-se que viver bem não está ligado ao número de dias que se passam com os órgãos funcionando de forma adequada”, cita  Ronny.

 

Em relação às tecnologias desenvolvidas em prol da longevidade e que hoje estão à disposição de toda a sociedade, vê-se um prolongamento do tempo em que se tem um corpo em funcionamento fisiológico satisfatório. Uma das últimas publicações feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que, nos últimos 5 anos, a expectativa de vida do brasileiro subiu em média 3 meses por ano.

 

Mas ter uma saúde estável e equilibrada até o auge dos 75 anos, por exemplo, pode ser considerado, necessariamente, sinônimo de viver bem? Neste caso não, pois o adjetivo “bem” demanda uma análise mais qualitativa, menos numérica. “A complexidade do existir no mundo que envolve o ser humano faz com que seja possível viver 75 anos de amargura, frustração e tristeza, ou 45 de satisfação, realização e felicidade. Por isso, a importância do percurso individual, pois demonstra-se que não é sobre somente ter um corpo, mas habitá-lo e gozar a vida que o cerca”, esclarece Ronny.

 


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Hoje é possível se observar que se vive mais, mas isso não quer dizer que se viva bem. Não por acaso essa é uma das questões fundamentais em cuidados paliativos, a qualidade do tempo que se tem. Sendo ainda que esta qualidade, conceito mais uma vez tão individual e subjetivo, pode se balizar no propósito de vida de cada sujeito, ou seja, “não só viver mais, mas viver para que?”

 

“É possível refletir que a definição de ‘viver bem’ está diretamente ligada à espiritualidade, não religiosidade, mas espiritualidade na direção daquilo que dá sentido e significado à existência humana. Essa espiritualidade pode ou não estar ligada à religião, contudo mais importante do que isso é entender que ela vai ser o fio condutor da vida do sujeito. Quanto mais claro isso, maiores são as chances de, ao final do processo, ele considerar que viveu bem. Ter uma vida bem vivida é aquela que tem o indivíduo como protagonista de seu próprio processo de viver. São escolhas pensadas e refletidas, desejos e planos vindos de si e que são bancados individualmente, respondendo por aquilo que se faz consigo mesmo”, finaliza.

 

 


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