Pequenas correções

1 de março de 2013 - Por: Redação

As orelhas atingem seu tamanho quase pleno entre os cinco e sete anos. Se depois disso você não está satisfeito com o seu formato, a intervenção plástica é uma ótima opção para reverter o quadro. A otoplastia, nome técnico do procedimento, pode melhorar formas, posições e proporções em crianças a partir de oito anos e também em adultos.  “A cirurgia corrige um defeito na estrutura das orelhas presente desde o nascimento que se torna aparente com o desenvolvimento”, conta o Dr. Marlon Chiaratti, cirurgião plástico da Clínica Delineare. Ainda segundo Marlon, estas mudanças e insatisfações também podem decorrer de alguma lesão.

Durante a cirurgia

Quer saber como o procedimento é feito? O Dr. Marlon Chiaratti explica tim tim por tim tim. “Primeiro é aplicada a anestesia, com opções que variam de sedação local e intravenosa ou anestesia geral”, recomendada para cada caso especificamente, explica. Depois chega hora das incisões.

A correção de orelhas de abano usa técnicas para criar ou aumentar o anti-hélice (apenas dentro da borda da orelha) e para reduzir a cartilagem da concha (concavidade mais profunda do ouvido externo). “As incisões para otoplastia são feitas atrás da orelha na maioria dos casos”, conta. “Quando são necessárias incisões na parte da frente elas são feitas nas dobras para escondê-las”. Internamente, a sutura não removível é usada para criar a fixar a cartilagem recém moldada. O próximo passo é fechar as incisões, onde as técnicas são individualizadas. O resultado é quase imediato, para orelhas de abano, assim que os curativos são removidos o novo formato já é visível. As cicatrizes costumam ser escondidas atrás da orelha ou em suas dobras naturais.

Receita do Sucesso

Para Dr. Marlon o resultado do procedimento está vinculado à sinceridade do paciente, “é preciso saber a razão pela qual o cliente quer fazer a cirurgia, suas expectativas e o resultado desejado”, assim como o uso atual de medicamentos, uso de vitaminas, fumo, álcool, alergias e cirurgias prévias. Ainda assim, é necessário fazer alguns exames de laboratório, parar de fumar e evitar alguns remédios (como aspirinas e alguns antiinflamatórios) que podem aumentar o sangramento.

Para crianças

Antes de submeter seu filho a este procedimento é preciso verificar se ele é saudável e não apresenta nenhuma doença ou infecção crônica não tratada de ouvido. Também é importante saber se a criança é cooperativa, capaz de seguir recomendações médicas e que não vá manifestar objeções durante a discussão da cirurgia.

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