Tire suas dúvidas sobre reprodução assistida

Chama a cegonha! Com os avanços da tecnologia não existe mais hora certa para ter filhos

14 de setembro de 2016 - Por: Redação

 

O médico de reprodução humana, Dr. Ricardo Teodoro Beck (Foto: Mariana Barcellos)

O médico de reprodução humana, Dr. Ricardo Teodoro Beck (Foto: Mariana Barcellos)

 

O sonho de ter um filho às vezes não é fácil de realizar. De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, dois em cada dez casais têm alguma dificuldade em reproduzir. “Importante entender que desses 20% de casais que não conseguem uma gravidez, os fatores causadores da infertilidade são provenientes do homem e da mulher na mesma proporção. Ou seja, ambos apresentam algum problema que pode interferir na gestação”, explica o médico de reprodução humana, Dr. Ricardo Teodoro Beck, da Maternidade Curitiba.

Quando todos os recursos naturais para que um casal engravide naturalmente se esgotam, chega o momento de procurar ajuda para realizar esse sonho. “O tratamento de reprodução assistida é recomendado após o tempo de espera adequado de tentativas de gravidez espontânea. É muito importante que ele seja feito com um aconselhamento, pois pode gerar muitas expectativas e também frustrações”, destaca o doutor Ricardo Beck.

Com os avanços da medicina e das técnicas de reprodução assistida não existe mais uma hora certa para ter filhos. Afinal, um diagnóstico negativo não é uma sentença de que nunca se terá um bebê. “A vida moderna é atualmente um fator que influencia o ‘não poder engravidar’. Muitos casais acabam adiando a maternidade em decorrência da busca por uma estabilidade profissional e financeira antes de decidir pela maternidade. O que acontece é que não se vê mais uma menina de 18 anos querendo casar e ter filho, ou um menino nessa mesma idade querendo ser pai de família. As prioridades mudaram”, esclarece o doutor Ricardo Beck.

 

LIMITE DE IDADE?

O ser humano foi programado para ter filhos entre os 18 e 20 anos de idade, período mais alto de fertilidade tanto do homem quanto da mulher. Entretanto, com o passar dos anos vem a dificuldade para engravidar. “Pesquisas revelam que a capacidade reprodutiva das mulheres entre 30 e 35 anos reduz de 15% a 20%. A possibilidade é ainda menor entre 35 e 39 anos, quando as chances caem de 25% a 50%. Já entre 40 e 45 anos pode chegar a 95%”, comenta o doutor Ricardo Beck. “Já os homens apresentam uma redução natural pelo envelhecimento, principalmente a partir dos 50 anos”, reforça.

Apesar de os dados assustarem quem busca uma gravidez tardia, a verdade é que a idade certa depende muito da pessoa. “É uma questão de bom senso. O que importa é garantir que o casal tenha um filho saudável e que a gestação ocorra da melhor forma possível. Não adianta nada fazer reprodução assistida em uma mulher que pode apresentar algum problema e risco de morte durante a gravidez”, revela.

 

NÃO É BEM ASSIM

Esqueça aquela ideia de ficção científica que pode escolher a cor do olho, o sexo, como será o cabelo do seu futuro bebê. “Escolher o sexo do seu futuro filho é antiético. Mas, se por acaso existir na família alguma doença que esteja ligada ao sexo, a medicina permite. Por exemplo, todas as meninas que nascem em uma determinada família têm pré-disposição a alguma doença, aí sim, no laboratório, conseguimos identificar os embriões femininos e não transferi-los”, explica o doutor Ricardo Beck. O médico explica também que na reprodução assistida não se corrige os defeitos genéticos.

 

Conheça algumas técnicas realizadas pelo doutor Ricardo Teodoro Beck:

Inseminação Intrauterina

É uma das técnicas mais simples. Consiste em estimular a ovulação e melhorar as condições do sêmen em laboratório, para então depositá-lo no útero. É indicada em alguns casos de esterilidade masculina ou em casos de esterilidade sem causa aparente.

Fertilização in vitro

Existem duas variações: a clássica, na qual os óvulos são inseminados com um número predeterminado de espermatozoides; já na ICSI (injeção intracitoplasmática) os espermatozoides são analisados e em seguida injetados dentro do óvulo.

Congelamento de óvulos

É uma técnica de criopreservação, na qual se mantém congelados os embriões e os óvulos. A maioria das mulheres que recorre ao congelamento de óvulos é absolutamente saudável e apenas quer assegurar a possibilidade de engravidar futuramente.

 

REPRODUÇÃO CURITIBA

Rua João Antônio Xavier, 1001

Água Verde | (41) 3014-3444

 

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