Um alerta para o seus olhos

Ceratocone é uma doença que deforma a curvatura da córnea e provoca o seu afinamento, causando perda progressiva da visão

22 de maio de 2018 - Por: Redação

Foto: Divulgação

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Já imaginou começar a enxergar tudo distorcido, borrado ou até mesmo duplicado? Essas são as principais características do ceratocone, uma doença que afeta 1 a cada 2 mil brasileiros. Ela causa mudanças estruturais na córnea, tornando-a mais fina e transformando o seu formato arredondado para uma forma de cone. “Essa alteração costuma iniciar na puberdade, geralmente entre os 13 e os 18 anos de idade, progredindo até por volta dos 35 anos”, explica Dra. Daniele Maria L. de A. Espinhosa, oftalmologista especialista no Centro Paranaense de Oftalmologia (CPO).

Segunda a oftalmologista, na sua fase inicial o ceratocone apresenta-se como um astigmatismo irregular, levando o paciente a trocar o grau dos óculos com frequência. “Mesmo após a troca recente dos óculos, a visão continua piorando, como se o grau estivesse aumentando. Além disso, quando atualiza os óculos, pode perceber que a visão não fica 100%, pois o astigmatismo começa a provocar restrição da visão”.

A causa da doença ainda não é exata, mas história familiar está presente em 6% a 8% dos casos, sugerindo herança genética. “O hábito de coçar os olhos, devido a processos alérgicos, é um grande agravante para o processo evolutivo da doença. Portanto, nada de levar a mão aos olhos”, alerta a doutora Daniele.

 

COMO SABER?

O diagnóstico dessa patologia é feito com base nas características clínicas e com exames complementares de topografia (mensura a curvatura da córnea), paquimetria (mensura a espessura da córnea) e tomografia de córnea (mostra índices importantes para o diagnóstico).

“Quando há achados duvidosos ou limítrofes, torna-se necessário acompanhar comparativamente o paciente, para selar o diagnóstico”, informa Dra. Daniele.

 

E OS TRATAMENTOS?

O tratamento depende do estágio da doença e da idade do paciente.

– O uso dos óculos é a primeira opção que o paciente recebe, principalmente nos casos iniciais da doença, quando o astigmatismo irregular ainda é baixo e é possível obter uma acuidade visual aceitável.

– Lentes de contato são indicadas a partir do momento em que os óculos não conseguem fornecer uma acuidade visual satisfatória. “Geralmente, é utilizada a lente rígida gás permeável, que proporciona uma melhor acuidade visual, por regularizar a superfície corneana”, explica Dra. Daniele.

– Crosslinking tem como objetivo minimizar ou impedir a progressão da doença, evitando a necessidade de um futuro transplante de córnea. “Este é um tratamento cirúrgico que estimula a ligação das fibras de colágeno, o que aumenta a resistência da córnea e reforça sua estrutura”.

– Anel intracorneano consiste no implante de órteses semicirculares na camada profunda da córnea. Tem o objetivo de regularizar a superfície corneana, trazendo uma melhora da visão.

– Transplante de córnea consiste na troca da córnea doente por outra de um doador. Indicado nos casos avançados de ceratocone, sem indicação de anel intracorneano.

 


DANIELE MARIA L. DE A. ESPINHOSA

CPO – Centro Paranaense de Oftalmologia

Rua Prof. Benedito Nicolau dos Santos, 521 | Centro Cívico

(41) 3252-5656

 

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