Você tem fome de que?

Saiba as diferenças entre a fome física e a fome emocional e aprenda a identificar cada uma delas

30 de abril de 2018 - Por: Redação


Você tem fome de que? Sabe aquele momento que a gente abre o armário ou a geladeira e procura algo para comer, mas não encontra nada? Não que não exista nada para comer, mas a gente não quer nada daquilo que está disponível no momento. Aposto que todos já se identificaram com esta situação. Afinal, isso é bem comum acontecer.

 

você tem fome de que

 

Mas você sabia que quando essa situação se torna constante ela pode ser um sinal de um problema de ordem psicológica que pode atrapalhar a sua relação com os alimentos? Estamos falando da fome emocional, que se manifesta por alguma razão psicológica ou comportamental. Então, você tem fome de que?

“Muitas pessoas não percebem a diferença entre fome física e a fome emocional, ou se enganam em alguns momentos. A fome emocional é a vontade de comer algo, que todos sentimos, é normal. A questão é quando essa vontade está associada a ansiedade, tristeza ou compensação frente a um desconforto do dia a dia”, explica Priscilla Leitner, psicóloga especialista em comportamento alimentar do Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar (IPCAC).

“Essas vontades podem estar relacionadas também a crenças como, por exemplo, aquela pessoa que trabalha o dia todo e chega em casa e pensa que merece comer tal coisa para compensar um dia estressante”, complementa.

Você tem fome de que? Entenda a diferença

Segundo a psicóloga, são várias as diferenças entre fome física e fome emocional, por isso, todos devemos ficar atentos.  “A fome física acontece umas três horas após a última refeição e de forma gradual. Em geral, ela não é seletiva, ou seja, quem está com fome vai comer o que tiver em casa. O contrário é a fome emocional que aparece bruscamente e é seletiva, a pessoa sente vontade de comer algo específico”, comenta Priscilla.

É preciso saber que existe sinais fisiológicos na fome física, como o famoso barulho no estomago, enquanto na fome emocional isso não acontece.  “Mesmo depois de a pessoa ter se alimentado a fome pode persistir naquela vontade que não foi atendida”, diz Priscilla. “Pequenas vontades e satisfações com a comida não são erradas, o problema é que quando isso começa a se intensificar, gerando até mesmo sensações negativas e sentimento de culpa por ter comido”.

Tem tratamento? 

Compreender como lidar com a fome emocional é um importante passo em direção à mudança de um padrão alimentar errado. “É preciso entender que o tratamento só acontece quando existe uma relação ruim com a comida. Ninguém trata a vontade de comer, pois ela é normal. Mas quando essa vontade causa um ganho excessivo de peso, ou faz parte de uma relação conturbada com a comida aí deve-se pensar em um tratamento, que, geralmente, é psicoterapêutico, fazendo com que o paciente repense sua relação com a comida”, finaliza Priscilla.

 

Saiba como lidar com a emocional

# Preste atenção se o pedido do seu corpo é biológico ou emocional,

# Saiba o que está acontecendo no momento e procure identificar a causa,

# Tente lidar com as emoções para que não existam momentos como esse,

# Verificar se não existe nenhuma crença ou compensação nesta vontade,

# Procure ajuda profissional se necessário

 


DRA. PRISCILLA LEITNER

INSTITUTO DE PESQUISA DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR DE CURITIBA — IPCAC

Al. Júlia da Costa, 1708 | Bigorrilho

(41) 3023-0450

 

 

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