Menos é Mais

30 de julho de 2015 - Por: Redação


O mais perto de Deus que já cheguei na minha vida! Foi assim que voltei me sentindo de uma viagem incrível por terras asiáticas. Alguém como eu não poderia ter sua passagem pela terra sem conhecer esse outro lado do mundo. Sou daquelas pessoas que se move pela fé, acredito que exista, sim, bondade entre os seres humanos e meu maior interesse em viver a vida é pelo nosso crescimento espiritual, ou seja, procurar ser uma pessoa melhor, sempre! E o Leste Asiático é o lugar ideal para praticar o que achamos que já aprendemos sobre evolução.

Sou consultora de imagem. Escolhi essa profissão porque amo pessoas e a maneira como nos comunicamos, comportamental e visualmente. Sou casada há três anos com um homem incrível, curioso e com sede de conhecer o mundo. Nos primeiros dias de nossa vida a dois, fizemos um trato de que nos concentraríamos financeiramente em viagens, até que decidíssemos pela chegada de nossos filhos. E tem sido uma aventura incrível porque é um conjunto de emoções diferentes, vividas intensamente e que ninguém nunca poderá tirar de nós.

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Camboja: em um dos Templos de Angkor

O nosso último destino foi o Leste Asiático. Começamos pela Tailândia, com Bangkok, seguimos para o Camboja em Siem Reap, subimos para o Laos em Luan Prabang e finalizamos descendo o Vietnã, passando por Há Noi, Hallong Bay, Hoi An e Ho Chi Min. Se existe uma coisa que me fascina em viajar é o tal do choque cultural. E, dessa vez, foi fortíssimo porque as pessoas desse lado do mundo parecem ter, de verdade, um Deus muito bom em seus corações. Vivem em meio a uma gigante pobreza e, acredite, são donas de sorrisos sinceros e incansáveis.

Os bons usos e costumes, pelo menos o que nós ocidentais consideramos, ainda não chegaram por lá. O simples ato de formar uma fila em balcão de atendimento ou no trânsito, respeitar o sinal vermelho, são algumas das coisas com as quais eles ainda não sabem lidar. Ou não precisam saber! O Leste Asiático é o que podemos chamar de mundo paralelo.

Camboja: porta de entrada da região de Angkor na época do Império Khmer

Camboja: porta de entrada da região de Angkor na época do Império Khmer

Por forte influência do Budismo, esses povos vivem fora da linha do ódio ou do rancor. É obrigatório ser feliz, mesmo que a pobreza seja inerente a todos. É como se compreendessem que não há mal algum vir ao mundo desprovido apenas de bens materiais, que isso não significa nada a ser isso mesmo! Todos se sentem igualmente ricos de amor e é disso que precisam para viver, apenas.

É aqui que começo a falar sobre a evolução humana. Fiquei chocada por não ter presenciado nenhum acidente de trânsito, onde um mar de motocicletas “falantes” trafega. Sim, falantes porque os motoristas se comunicam por meio da buzina quando precisam entrar ou sair das ruas. E eles buzinam sem parar e sem olhar no retrovisor, e ninguém se bate ou se xinga.

Irmãos (Camboja)

Irmãos (Camboja)

Todos são donos de uma magreza saudável, por lá se come o que se planta e não há influência de produtos industrializados. É como se vivessem na época pré-industrial, sob uma agricultura de subsistência. Aquilo que para nós é o grande Ceasa, para eles é o comum supermercado, onde se encontra tudo o que precisa, de galinhas ainda vivas às mais intensas cores de flores.

Moda, pra quê? O importante é vestir o corpo e calçar os pés. Não há onda fashion ou mercado de luxo que influencie comportamentos. Mas também não é a falta deles que deixa a desejar na infraestrutura para receber o turista ocidental. Bons aeroportos, hotéis e restaurantes excelentes, atendimento muito cordial e comunicação por muitas vezes por mímicas, pois o objetivo é ver os seus visitantes felizes, e o inglês que a gente fala, na maioria das vezes, não é o inglês que eles entendem.

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Bem, você deve estar se perguntando se faço votos de pobreza ou se conseguiria viver como eles? Minhas respostas são não e não. Mas tenho certeza de que posso viver com muito menos do que costumo buscar – aquilo que nos estressa e nos torna mais distantes uns dos outros, que nos consome muito tempo, que nos faz querer ter o ótimo antes de conseguir o bom! E se o meu primeiro passo for a simplicidade, posso começar a viver grandes espetáculos por meio de singelos momentos.

Viajar é, de fato, a maior e melhor maneira de enriquecermos a mente e o coração. Nossos melhores insights pessoais ou profissionais acontecem quando estamos fora de nosso hábitat, de nosso cotidiano, a gente sempre volta para casa com algo a mais. Se você pensa em sair de casa para voltar mais rico, sugiro que vá conhecer esse incrível pedaço do mundo alheio a guerras entre traficantes, ataques terroristas ou pedidos clamorosos por impeachment. Pedaço de terra onde já passaram dolorosos impérios e guerras modernas, mas que nunca deixou de viver pelo verdadeiro sentido da vida. Terras habitadas por pessoas abençoadas por estarem mais perto de Deus do que o resto do mundo acha que está!

Bangkok: Monges gostam de tirar fotos e praticar inglês

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