Como impor limites aos filhos?

15 de dezembro de 2015 - Por: Redação


Impor limites

Para muitos pais, educar tem se tornado uma tarefa difícil. Estabelecer regras e impor limites para as crianças não é mais como antigamente, quando o pai apenas olhava para o filho e ele já entendia o recado. Nos dias de hoje parece que nada mais funciona. E assim, muitos pais acabam partindo para a chantagem emocional, oferecendo brinquedos em troca do bom comportamento. Tentando acertar, eles entram em um jogo de negociação, mas cedem facilmente aos apelos emocionais ainda mais fortes por parte dos filhos e acabam estressados e frustrados.

De acordo com a psicóloga Ana Elizabeth Luz Guerra, mestre e especialista em psicomotricidade relacional, os pais têm grande dificuldade em garantir aos filhos o direito de ocupar o seu lugar na família. “Encoberta pelos excessos, a criança se confunde e sofre, querendo assumir um lugar que não lhe pertence.”

E agora?

Uma forma bem interessante que oferece à criança a possibilidade de encontrar o seu espaço nessa relação é a Psicomotricidade Relacional. Por meio de brincadeiras e da parceria simbólica estabelecida com o psicomotricista relacional, a criança vai aos poucos encontrando seu lugar na relação com os outros, vivenciando também noções de limites diante do adulto e do grupo”, explica.

O mestre em educação e doutor em psicomotricidade relacional, José Leopoldo Vieira, destaca que ao estabelecer uma comunicação autêntica, crianças e adolescentes estabelecem relações e se comunicam de uma forma verdadeira:  “Esse conjunto os leva a expressar sua capacidade de escutar, de serem afetivos, de aceitar limites e de se comprometer com seu aprendizado”.

Diálogo é tudo

Esses métodos são eficientes, mas segundo o especialista, para os pais que querem uma mudança em casa, não basta assumir uma posição de figura de autoridade para ser reconhecidos como tal. “É necessário que os adultos sejam menos autoritários, que dialoguem mais com os filhos”, ressalta. “Isso significa estar mais disponível para escutar a criança, o que não significa ser permissivo e não assumir o lugar de autoridade”.

 

Onde você erra?

Entenda os erros mais comuns dos pais, segundo os especialistas:

Falar com a criança como se ela fosse um adulto pode gerar tensões.

Explicações ou sermões muito longos não contribuem para que a criança possa realmente tomar consciência de seus erros.

Limites mal aplicados às vezes tornam-se uma recompensa, pois a criança pode entender que está conseguindo a atenção do adulto.

Diante dos comportamentos indisciplinares, é importante que os pais tentem compreender o que a criança deseja comunicar com essas atitudes.

 

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