Conheça Amanda Brito, criadora da marca de moda atemporal Amey

Amanda Brito conta como a marca curitibana Amey está conquistando cada vez mais espaço no mundo da moda

12 de junho de 2018 - Por: Redação

Foto: Pablo Contreras

Foto: Pablo Contreras

 

A moda nos ensina que uma grande marca vem sempre acompanhada de uma grande história. Muitas vezes o foco está no talento criativo do fundador, outras na sua capacidade de gestão ou ainda em uma visão que vai além de todos os paradigmas. Para a marca curitibana Amey, nada é mais importante que permitir que as mulheres sejam quem elas quiserem. Nada de ficar presa a um estilo, a uma coleção. A marca é o retrato dos tempos atuais em que ao mesmo tempo em que as tendências de moda são apresentadas em desfiles em Nova Iorque ou Paris, elas aparecem nas redes sociais ao alcance de todos.

A pessoa à frente desse movimento, que integra moda, tecnologia e qualidade, é Amanda Brito. Ela é a responsável por acelerar a marca e garantir uma experiência de compra perfeita para mulheres de todas as idades.   

Entrevistamos Amanda na sede do Grupo ABL, do qual a marca faz parte. Um prédio moderno, no Alto da Glória, que incorpora operações de tecnologia em várias áreas. Nesse berço superconectado funciona o e-commerce que em 2017 expandiu sua atuação para Estados Unidos, México, Canadá e Japão.

Mas o melhor de toda essa história é que essa marca versátil, que passeia pelo clássico com a mesma naturalidade que conversa com o lifestyle urbano, é de Curitiba e quer estar cada vez mais perto das clientes. Vem loja física por aí e muitas novidades que a Amanda Brito contou para a gente em primeira mão.    

 

Como aconteceu a Amey? Você sempre gostou de moda?

Desde pequena eu já mostrava uma personalidade quando o assunto era moda. Tenho várias fotos dessa época em que estou com algum look diferente e na minha adolescência comecei a pedir para duas costureiras que eram muito amigas da minha mãe para fazer algumas roupas para mim. Minha mãe comprava o tecido, eu dizia como eu queria, e elas faziam. Hoje eu percebo que meio sem querer eu já estava experimentando esse mundo. Mais tarde, passei a consumir marcas e percebia que eu gostava de um ou dois modelos e nunca da coleção toda. Sempre buscava a peça mais diferente que havia na loja. Quando eu lancei a Amey é que percebi que isso estava em mim e era inevitável que eu trouxesse para o negócios.

 

Qual o principal diferencial da marca?

Hoje existe muita cópia, muitas marcas trabalham com a compra de roupas prontas e apenas trocam as etiquetas. Nosso objetivo é realmente desenvolver cada peça. Hoje na Amey tudo é 100% desenhado, as estampas são exclusivas e com o maior diferencial possível de qualidade.

 

Mas para isso você precisa de um grande volume de criações, não? Como fazer?

É por isso que estas parcerias e a colaboratividade faz todo o sentido. Agora em junho estamos lançando o LAB Amey, que é um projeto que vai permitir que outros estilistas desenhem para a marca e participem das nossas coleções. É um modelo de cocriação que vai dar a oportunidade para que os jovens possam mostrar seu talento e contribuir para que a marca. Além do portifólio, o grande prêmio dessa participação é que selecionamos esses jovens para que participem da nossa equipe.

 

Valorizar jovens talentos é o caminho?

Com certeza, desenvolvemos uma coleção no ano passado em parceria com o curso de Moda da Tuiuti e agora vamos abrir um laboratório de experiência de compra na universidade. Vai existir uma loja da Amey como se fosse real e tudo o que vamos colocar no mercado, seja em produto ou tecnologia, a gente vai testar nesse laboratório.

 

As peças da Amey são atemporais. Isso é algo um pouco diferente do mundo da moda, não?

Nascemos voltados para o e-commerce, então velocidade e a assertividade em entregar exatamente o que o cliente quer são fundamentais. Essa foi uma aposta desde o início e agora a gente já percebe esse movimento de uma maneira muito mais clara no mundo da moda. A ideia de termos peças clássicas e que não saiam da moda faz todo sentido hoje em dia. Afinal, quem dita a moda não são as marcas, mas as pessoas.

 

As mulheres podem ser quem quiserem?

Com certeza! Existem as tendências, mas não se pode mais impor nada. Todo mundo pode usar tudo. Houve um tempo em que só se podia usar calças skiny e flare nem pensar. Depois foi a vez da flare. Agora o mix está bem variado. Quando lançamos a Amey pensamos que a mulher tem o direito de comprar uma peça com qualidade e estilo para que ela possa usar não apenas esse ano, mas por muito tempo.

 

Vocês trabalham com quatro perfis de clientes. Como funciona isso?  

Na construção da marca pesquisamos alguns ícones que representassem nossa forma de ver o mundo não apenas na moda, mas principalmente no seu dia-a-dia, e que representassem todas as mulheres. Assim chegamos à Audrey Hepburn, a Marylin Monroe, a Madonna e a Princesa Diana. Com características e estilos bem marcantes, a gente percebe claramente que cada mulher se identifica com uma delas. A criação das peças parte sempre das nossas estrelas.

 

Qual é a personagem favorita?

A maioria das nossas clientes se identifica com a Audrey Hepburn. Mas a partir destas quatro personas podemos entender perfeitamente a cliente, sabemos exatamente o que oferecer.

 

Foto: Pablo Contreras

Foto: Pablo Contreras

 

Como as roupas se adaptam aos diferentes tipos de biotipos?

As peças são desenvolvidas através da moulage (no manequim) e confeccionadas para vestir como uma luva em qualquer biotipo. Para isso, apostamos também em tecidos que valorizam as curvas e em um acabamento impecável. A gente atende até o GG e agora vamos colocar o extra G. Acreditamos que todas as mulheres merecem se amar e se sentirem lindas e maravilhosas.  

 

As empresas de tecnologia são guiadas muito por propósitos claros. Qual é o de vocês?

O que nos move é fazer com que todas as mulheres que usem nossas roupas se sintam especiais. É muito legal ver o feedback das pessoas, nos contando que escolheram as roupas para momentos especiais, como o casamento de uma amiga, o batizado de um filho.

 

É possível fazer parte de todos os momentos das mulheres?

Sim, como a ideia é que a mulher use a marca em todos os os momentos, é preciso compor um mix. Precisamos ter o jeans, a camiseta, a jaqueta de couro, o vestido de festa, e é para isso que o Lab vem, para fortalecer esse conceito. Voltamos agora com jeans, em janeiro a gente vem com moda praia e depois teremos acessórios.

 

E em Curitiba, como será a atuação de vocês?

Queremos cada vez mais ser reconhecidos como uma marca daqui. Existe um movimento de aceleração acontecendo e a moda está vivendo um novo ciclo em Curitiba, com várias marcas despontando. Também pretendemos colocar uma loja física aqui num formato bem diferente e em breve teremos novidades muito especiais. A ideia é uma loja bem inovadora para apresentar a Amey a Curitiba em toda sua essência, de criação e tecnologia.

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