Direito (mais) humano: uma missão possível

Conheça os advogados curitibanos que querem transformar a maneira como o Direito é visto

18 de dezembro de 2017 - Por: Redação

Quando você pensa em um advogado, qual a imagem que vem à cabeça? Um homem de terno e gravata ou uma mulher de tailleur, com semblante sério, falando de maneira rebuscada, sentado em sua mesa numa sala imponente e tradicional, com diplomas emoldurados nas paredes e muitos livros na estante. Bem diferente desses quatro sorridentes da foto aí ao lado, não é? Alberto Rodrigues Alves, Ana Lúcia Rodrigues Lima, Christiane Regina Fontanella e Sandra Regina Rodrigues pensam e vivem o Direito de maneira diferente. Para eles, ser advogado é ver o mundo com outros olhos, entender como a sociedade se comporta e falar de amor. Sim, isso mesmo. Afeto, carinho e acolhimento são palavras que eles repetiram diversas vezes durante as mais de duas horas que tivemos de conversa. Bate-papo, aliás, que eu jamais pensaria ter com advogados “tradicionais” – o assunto foi de empoderamento feminino à violência doméstica, de uso de tecnologia e mídias sociais à educação dos fi­lhos para um mundo menos machista. Isso porque, para eles, é preciso lembrar sempre que o Direito lida essencialmente com pessoas. “Acredito em uma sociedade mais fraterna e amorosa. Quando atendemos um cliente, é fundamental o olho no olho. Devemos ter em mente que toda pessoa que decide entrar com uma ação, já entra perdendo – mesmo que ganhe no ­final”, diz Alberto.

 

Christiane, Alberto, Sandra e Ana acreditam que o Direito pode ser exercido sem linguagem rebuscada e com mais proximidade com os clientes (foto: Mariana Barcellos)

Christiane, Alberto, Sandra e Ana acreditam que o Direito pode ser exercido sem linguagem rebuscada e com mais proximidade com os clientes (foto: Mariana Barcellos)

 

No Alves, Lima & Rodrigues Sociedade de Advogados, esse é o lema – que se reflete em todos que trabalham lá. “Não faria sentido pregar o afeto se não fôssemos assim como pessoas também. E queremos que nossa equipe esteja sempre motivada. Já nos tornamos uma grande família”, comenta Ana. O escritório atua em diversas áreas do Direito, como familiar, empresarial e trabalhista, e em todas elas busca essa visão mais humana. Muitas vezes, os advogados atuam como psicólogos, pois os clientes abrem suas vidas, seus problemas, seus anseios, e estão ali sempre em busca de ajuda. “E não estamos preocupados somente com o ganho fi­nanceiro da ação. Muitas vezes, são meses de conversas para primeiro ajudar a pessoa a entender a situação, seus direitos e, só então, decidir se vai ou não recorrer à justiça. Deixamos o cliente sempre livre nessa escolha”, explica Christiane.

 

“DEVEMOS TER EM MENTE QUE TODA PESSOA QUE DECIDE ENTRAR COM UMA AÇÃO, JÁ ENTRA PERDENDO – MESMO QUE GANHE NO FINAL”

 

PREVENIR É O MELHOR REMÉDIO

Por que só pensar nas ações quando o funcionário já está totalmente insatisfeito, por exemplo? Para os sócios do Alves, Lima & Rodrigues, a prevenção é muito mais importante. “Desde o início do escritório entendemos que as empresas também precisavam de atenção para cuidar dos funcionários. Nunca vimos os empresários somente como o patrão malvado, mas nos preocupamos em fazê-los enxergar que se ­fizerem tudo certinho, não haverá ação. Prevenção e orientação é sempre o melhor caminho”, a­rma Ana. Nesse sentido, mudar a forma de comunicação no Direito também se faz fundamental para conseguir essa maior proximidade com as pessoas – nada de juridiquês! “Precisamos esquecer aquela linguagem padrão e falar na mesma língua do cidadão. Isso torna o acesso mais fácil e cria uma sintonia entre o meio jurídico e a sociedade”, opina Sandra.

Além disso, é importante trabalhar de forma multidisciplinar. “Precisamos compreender como a pessoa pensa, suas dores, necessidades e paixões. Mas temos nosso limite e, por isso, o advogado, por exemplo, precisa muitas vezes indicar acompanhamento com psicólogos. A­final, no Direito de família basicamente se discute o amor”, lembra Alberto. Atuando dessa forma, o escritório vem conquistando clientes fi­éis ao longo de sua história. “Temos uma responsabilidade social e amorosa. Não posso pensar somente no ganho ­financeiro do escritório, isso é consequência da nossa maneira de trabalhar. É um compromisso nosso interior – queremos uma sociedade de pessoas mais felizes e estamos fazendo a nossa parte”, conclui.

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