Entre, vai ter festa!

O Palacete do Batel abriu as portas em março com uma proposta de eventos intimistas

4 de abril de 2018 - Por: Redação

Vera Lupion em frente ao Palacete do Batel, o mais novo espaço de eventos Foto: Priscilla Fiedler

Vera Lupion em frente ao Palacete do Batel, o mais novo espaço de eventos Foto: Priscilla Fiedler

 

Ali, do ladinho do Castelo do Batel, resiste há mais de 100 anos um palacete que andava desaparecido em meio aos tapumes e o verde alto que cobria a sua imponência. Passou por uma grande restauração entre os anos de 2009 e 2010 e, recentemente, por um processo de limpeza, manutenção e adequações para o novo uso. Com todo seu brilho, riqueza de detalhes e em pleno coração de Curitiba, o Palacete do Batel começou a receber os primeiros convidados em março. Segundo Vera Lupion, relações públicas da empresa Castelo do Batel Eventos, gestora do novo espaço, o casarão será destinado a eventos mais intimistas como noivados e reuniões empresariais, entre tantas outras possibilidades, com capacidade para até 90 pessoas. “Foi um desafio desde que começamos as tratativas com os proprietários do imóvel para tornar o Palacete um espaço de eventos. Mas o resultado está maravilhoso e tenho certeza de que será muito bem aproveitado”, comenta Vera. “Depois vamos entender o que o público quer, moldar conforme os pedidos, mas digo que será a mesma coisa que o Castelo, só que realmente mais intimista”, complementa. Segundo Marcelo Lupion, diretor da Castelo do Batel Eventos, Curitiba vem fortalecendo seu posicionamento como uma cidade destino de eventos de alta qualidade não só no Brasil, mas também em outros países. “O Castelo do Batel, juntamente de outros espaços da cidade, tem atraído clientes que percebem na cidade uma estrutura e opções para realização de eventos com diferenciais tanto em festas sociais quanto empresariais”, explica. “O Palacete se coloca junto aos seus pares no segmento de eventos para fortalecer ainda mais Curitiba como um dos melhores destinos para a realização de eventos, movimentando uma gama de empresas e profissionais altamente qualificados no segmento turístico e empresarial”, conclui Vera.

 

BRILHO ADAPTADO

Com toda a experiência adquirida no Castelo, Marcelo diz que, no sentido de manter a preservação do imóvel e promover as adequações para o novo uso, muitas informações e orientações foram colhidas junto à Coordenação do Patrimônio Cultural do Paraná para manter toda a originalidade e referências do espaço. “As mudanças para o uso mantiveram a originalidade e singularidade do imóvel, pois os diferenciais arquitetônicos são justamente alguns dos destaques do espaço e que valorizam o local como centro de eventos. Adequações como a instalação de ar-condicionado ou a adaptação de toaletes para uso de pessoas com necessidades especiais, são intervenções necessárias para os dias atuais”, explica o diretor. “A própria localização do Palacete está entre os diferenciais, assim como o estilo arquitetônico único, a altura do pé-direito dos principais ambientes de 4,5 metros, a grande área externa e os jardins formando um grande platô com uma das vistas mais lindas da cidade, área climatizada com os serviços diferenciados da equipe do Castelo do Batel, entre outros destaques do imóvel”, diz Marcelo.

 

A ARTE PRESERVADA

A arquitetura que predomina na construção do Palacete do Batel, construído entre 1912 e 1914, é o chamado eclético, reunindo elementos da art nuveau ao barroco. O nascimento do estilo tem uma causa: até meados de 1850, os elementos da construção eram feitos artesanalmente. Com a industrialização, esses elementos passaram a ser produzidos em escala e em muitas variedades.

 

+ HISTÓRIA

O casarão foi um projeto do empresário Maurício Thá, segundo o projeto do arquiteto René Sandrensky, encomendado para ser a residência de Ildefonso Rocha e sua família, sendo considerado um patrimônio símbolo da época dos ciclos da erva-mate e da madeira. Aproximadamente 10 anos após a conclusão da obra, a casa foi transferida para um banco para pagar uma dívida familiar. No mesmo ano, a residência foi comprada por Benedito Bandeira Ribas, que quatro anos depois vendeu para Hildebrando de Araújo, comerciante no varejo e no atacado, industrial, dono de jornal e político. O imóvel pertenceu a esta mesma família por mais de 60 anos e, após a morte da esposa de Hildebrando, foi vendido a um grupo de empresários.

 


PALACETE DO BATEL 

Av. do Batel, 1387 | Batel

(41) 3243-2359

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