Isis Valverde: o que vem depois de Ritinha?

Finalizando mais um trabalho de sucesso, a atriz aproveita para protagonizar o enredo de sua nova fase

18 de outubro de 2017 - Por: Redação


Entrevista_Isis Valverde

Por: Michele Marreira

A chegada dos 30 fez com que Isis Valverde avaliasse muita coisa em sua vida. Consagrada na carreira após dez anos de televisão, recentemente encerrou as gravações do folhetim A Força do Querer e, agora, curtirá suas merecidas férias. Seu début na telinha se deu em 2006, com a misteriosa Ana do Véu no remake de Sinhá Moça. Logo foi chamada para uma participação especial em Paraíso Tropical, na pele da prostituta Telma, que morria de forma trágica no horário nobre. Depois de viver um drama cênico, nada melhor que a leveza de uma história que lhe daria a oportunidade de experimentar o gênero cômico. Assim aconteceu em Beleza Pura, quando viveu a divertida Rakelly, que cometia diversas maluquices na tentativa de realizar um sonho: se tornar uma das assistentes de palco do apresentador Luciano Huck. Obstinada, a cada trabalho crescia sua popularidade junto ao público. A emissora então decidiu que já era hora da artista alçar o patamar de protagonista, na trama Tititi, em 2010. A intérprete de Marcela mandou tão bem que, no ano seguinte, enlouqueceu os homens de plantão com a sedutora Suelen de Avenida Brasil. Emendou na Rede Globo três trabalhos no papel principal: O Canto da Sereia, Amores Roubados e Boogie Oogie. Para 2018, a atriz revela o desejo de se enveredar mais pela linguagem cinematográfica. Ao todo já participou de seis produções no segmento, incluindo Faroeste Caboclo e Amor.com. Em sua autoavaliação dos “30”, ela ainda aconselharia a si mesma a ter mais paciência. Deixa claro que deseja constituir a própria família ao lado do namorado André Resende. Nesse bate papo que tivemos com a musa da TV, Isis deu um emocionante depoimento sobre o câncer que sua amiga de infância enfrentou nos últimos meses e aproveita para deixar uma mensagem sobre a relevância da campanha Outubro Rosa.

Ritinha ( Isis Valverde )

O que mudou em sua vida com a chegada dos 30? A reflexão foi necessária?

Não é refletir, mas elaborar. Aprendi com o meu professor de Filosofia que elaborar é preciso, necessário. Comecei a exercitar isso diariamente. A vida é tão rápida, cada hora estamos em um lugar realizando trabalhos diferentes e, às vezes, não sobra tempo de amadurecer algumas ideias. O que faltava na Isis de dez anos atrás era paciência. No fim, o mundo gira e tudo se resolve!

Se arrepende por algo que tenha feito?

Não. Na verdade, derrapei uma vez. Eu alterei a nota de uma prova da aluna do meu pai, ele era meu professor e deu para que eu corrigisse. Na minha sala tinha uma menina que sempre tirava uma nota maior do que a minha. Quando eu a vi tirando 8,5 e eu 8, não me conformei. Mudei uma resposta e fiquei quieta (risos). Meu pai quando percebeu me chamou e perguntou se eu tinha alterado a nota. Comecei a chorar porque eu não sei mentir. Pedi perdão. Aprendi com esse meu erro. Eu era uma criança, mas nunca mais fiz isso. Mexi com a confiança de quem eu amava muito: meu pai. É interessante aprender com as nossas falhas.

Cite uma das coisas que você faz para manter o equilíbrio.

Sigo um mantra Havaiano maravilhoso: “Te amo, me perdoa, sou grata”. Aprendi com uma maquiadora de cinema. Um dia eu cheguei irritada e achei lindo quando ela me falou isso. A minha raiva foi diluindo.

Nessa nova fase, casamento faz parte de seus planos?

Sim. Estou vivendo, deixando o relacionamento amadurecer. Penso em construir uma família, até chegar ao ponto de ter um nenê. Nunca tinha pensado (no assunto) de uma forma tão madura.

Como Ritinha em "A Força do Querer" (Foto: Tata Barreto)

Como Ritinha em “A Força do Querer” (Foto: Tata Barreto)

Quais foram os desafios de compor a personagem Ritinha, de A Força do Querer?

Foram três meses de preparação. É uma personagem que exigiu muita criação, treino, empenho e coragem. Nadar com tubarão de três metros, cheio de água-viva dentro do mar com boto e piranha não é fácil! O boto não é treinado, é selvagem, ganhei sua confiança. Depois eles começaram a me seguir pelo rio. Mergulhar sete metros de profundidade com a temperatura da água em 17 graus, ficar dois minutos sem respirar em movimento, quase morrendo, é muita coisa! Dançar carimbó é difícil, exige muito do nosso físico. Foi um personagem que chegou e me perguntou: “Isis, você quer me fazer? Eu quero que você me faça, mas vai ter de ralar.” Fora o sotaque. Foram mágicas essas conquistas na construção da Ritinha.

Já passou por alguma situação embaraçosa por ser do sexo feminino?

Muitas vezes. Eu sempre cito o exemplo de uma mulher que mora na Bahia, uma motorista. No carro, nós começamos a conversar e ela não sabia que eu faço parte desse grupo de feministas. Ela começou a me contar o quão difícil era ser motorista, que sempre ouvia que deveria pilotar um fogão. Existem homens que se negaram a entrar em seu carro pelo fato de uma mulher estar ao volante. A gente vive esse tipo de situação diariamente.

Quais são seus projetos para 2018?

Quero fazer mais cinema, buscar bons personagens. Procuro me aperfeiçoar cada vez mais no meu trabalho, fui para fora do país estudar, me informar, aprender outro idioma, fiz vários cursos no período sabático que tirei.

Em 2014 viveu a protagonista Sandra em "Boogie Oogie" (Foto: Renato Rocha Miranda)

Em 2014 viveu a protagonista Sandra em “Boogie Oogie” (Foto: Renato Rocha Miranda)

De que maneira descreve sua relação com a moda?

A minha relação com a moda ficou mais elaborada com o tempo. Eu sou uma menina de cidade do interior. A moda é a ultima a chegar por lá. Eu sempre via muita revista, tentava ficar antenada. Comprava minhas peças. Virei atriz e comecei a me vestir bem. Eu era muito básica: camiseta, calça jeans e tênis. Quando percebi que poderia me vestir e mostrar às pessoas quem era a Isis, comecei a me interessar. Depois que fiz o filme Amor.com, no qual entrei no universo das blogueiras, me apaixonei, descobri como me expressar por meio das roupas. Antes eu vestia uma peça porque me falavam que era a ideal, hoje tenho minha própria opinião.

Peças que não faltam em seu closet?

Peças coringas que complementam o look de alguma forma. Eu descobri que sapatos, bolsas e óculos são indispensáveis. Você pode colocar uma calça jeans retrô com uma blusa preta básica e uma bolsa transada ou um óculos irado, que dá um up. Esses acessórios transformam o visual.

Você é bem ativa nas redes sociais, hein?

Eu tenho Instagram, uma verdadeira febre. Virou uma ferramenta de publicidade, trabalho, interação. É uma rede social rica de informações. Hoje em dia faço tudo pelo celular, sou mais ligada no telefone. É mais rápido, não preciso carregar peso.

Neste mês a VIVER está focando na campanha Outubro Rosa. Você já passou por alguma experiência pessoal ou na família? Qual a sua mensagem sobre o tema?

Eu já tive muitas pessoas próximas que passaram por essa situação, que não é nada agradável. Percebi que, quando não perdemos a fé e não nos afastamos das pessoas que nos amam, é possível seguir em frente. Minha mensagem para quem está passando por uma situação assim é não seguir sozinha! Apegue-se ao que fará bem ao seu coração, sempre com carinho e aconchego, pois nessa fase a pessoa fica muito carente. Uma das minhas melhores amigas de infância, aos 29 anos, acabou de se curar de um câncer, foi um processo bem doloroso para todos nós.

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