karina da marca Peita e sua guerrilha de camisetas

Conheça a história da criadora das camisetas com frases feministas e suas motivações

11 de dezembro de 2017 - Por: Redação

comportamento_bora viver karina

Fotos Pablo Contreras

Esta é a última da série de entrevistas com personalidades de Curitiba que contaram para gente um pouco sobre suas missões e o que fazem para se manterem motivados. E aí, qual a sua missão? é inspiradora e pode te ajudar a descobrir a sua.

 

Sou KARINA GALLON BASSO, 30 anos, designer e criadora da Peita, marca de camisetas all type feministas.

Qual o seu propósito?

Faço camisetas de guerrilha como forma de expressão e representatividade.

Qual seu grande momento?

Quando comecei a entender o que é esse palavrão FEMINISMO. O start foi acompanhar as mulheres se organizando na marcha internacional contra o Trump. Fiquei fascinada com a organização delas mundo afora, com a rede de sororidade e troca de conteúdo que se formou na internet e, principalmente, a criatividade nas ruas, nos cartazes, nas frases e nas suas expressões. Meu desejo foi tirar o que estava sendo dito e defendido nas marchas e trazer para o nosso cotidiano aqui no Brasil, mas com uma abordagem diferente, que chamasse a atenção nas ruas e que alcançasse as pessoas todos os dias, não só em dias de manifestações.

O que te motiva?

Saber que a revolução é feminina e que ela, apesar de sofrida e lenta, é possível. Nos encontros feministas que participo, tive clareza da força que a mulher tem. Em cada depoimento, em cada relato de relacionamento abusivo vi que não é à toa que jogam a gente pras margens, que estão sempre tentando nos abafar. Porque quando aliadas, fazemos barulho, incomodamos, somos muitas! Somos determinadas e dotadas de um poder empático absurdo. Quando nos damos conta de que não precisamos sofrer sozinhas, nem nos calar, percebemos que podemos fazer uma revolução nessa sociedade.

Segredos para se manter inabalável?

Estar rodeada de mulheres. As mulheres da minha vida são a razão da minha evolução. Elas me mostram onde é o meu lugar — onde eu quiser estar. Essa troca de vivência, lutas, choros, risadas e trabalho é o filtro que conduz minha caminhada.

Em 2018… vou continuar incomodando essa sociedade fundamentalista.

 

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