Luca Glaser e a trajetória para o Ironman

Conheça a história da curitibana que irá competir em uma das provas mais desafiadoras do mundo

28 de agosto de 2016 - Por: Thaynara Oliveira


Entrevista_Luca Glaser DESTAQUE

Luca Glaser já é conhecida nas redes sociais por compartilhar sua rotina de treinos e provas. A curitibana pratica triathlon há 17 anos, mas 2016 será ainda mais especial para ela, pois irá competir no Mundial de Ironman no Havaí ao lado de sua irmã, Yana Glaser. As duas são parceiras no esporte e sempre treinaram juntas, mas nunca tiveram a oportunidade de competir lado a lado no mundial (Luca já participou em 2013).

A esportista compartilhou com a VIVER Curitiba sua trajetória e como está a expectativa pela prova, que acontece no dia 3 de outubro:

 

Como começou seu envolvimento com o triathlon? Você já praticou outro esporte?

Sempre fui do ballet, mas não gostava muito. Aí minha mãe me colocou na natação aos 8 anos para ver se eu dava uma espichada. Foi meu professor de natação que me convidou para entrar na escolinha de Triathlon. Era escolinha mesmo, bem recreativo. E assim eu peguei o gosto pelo esporte.

 

Qual foram as coisas mais importantes que o triathlon trouxe para a sua vida?

O triathlon me moldou. Desde os 9 anos vim criando minha vida em torno dele. Desde a escolha profissional, que é o marketing esportivo, até as viagens que fiz. Acredito que cada prova e lugar que eu conheço é um presente de tudo o que eu dedico a ele.

 

Você já pensou em desistir de alguma prova ou até mesmo do triathlon?

Tive meus altos e baixos, mas nunca falei “vou parar de fazer triathlon”. Acho bem difícil isso acontecer um dia. De prova, já pensei e já desisti. O triathlon é um esporte influenciado por muitas variáveis, o pneu pode furar, as condições climáticas podem ser desfavoráveis e até mesmo podemos acordar em um dia não tão bom. Provas boas e ruins fazem parte da trajetória.

 

Luca no Ironman de Florianópolis 2016

Luca no Ironman de Florianópolis 2016

 

De quantas provas Ironman você já participou? Quando você decidiu competir nessa modalidade?

Estou indo para a minha 6ª prova. Meu primeiro Ironman foi em 2013, em Florianópolis. Fazia 3 anos que eu ia só para assistir a minha irmã, quando eu vi que ela não iria fazer naquele ano, pensei “agora é a minha vez”. Me inscrevi escondida da minha família, mas quando contei, mesmo receosos, todos me apoiaram.

 

Como é poder participar do Mundial de Ironman ao lado de sua irmã? O que isso representa para você?

Eu já fui para o Mundial em 2013. Eu brinco que foi um sonho realizado precocemente, mas foi o máximo. Esse ano não estava nos meus planos, principalmente pela questão financeira, mas quando vi que eu tinha chance de conquistar uma vaga na prova lutei por ela. E acho que poder viver esse sonho, agora ao lado da minha irmã, é mais um presente do triathlon na minha vida. Nosso elo maior é justamente pelo esporte. Eu que a incentivei a começar a nadar, pedalar e correr e ela me incentivou a ir para as longas distâncias. Será incrível largar o mundial no Havaí ao lado dela!

 

Quais são as suas expectativas para a viagem e a prova em si?

Eu já conheço, então vou com um pouco de noção. O Ironman por si só já é uma prova que pede respeito. No Havaí então, se pegarmos um dia com vento e calor, ferrou! (risos) O negócio é rezar desde já para as condições estarem favoráveis para conseguirmos curtir ao máximo a prova por lá e não sofrer tanto. No mais, vou tentar aproveitar cada minuto e me inspirar na ilha havaiana para continuar fazendo esse esporte que eu tanto gosto com a mesma paixão de sempre.

 

Como estão os preparativos? Nessa reta final os treinos são mais intensos ou vocês estão preparando mais o psicológico?

Acho que ambos andam lado a lado, nessa fase de treinamento mais puxado, o psicológico vem sendo trabalhado em conjunto. Essa época do ano não tenho muita companhia para treinar, poucas pessoas fazem Ironman no segundo semestre, então tem que ter cabeça para treinar sozinha e cumprir a planilha. Confesso que não está sendo fácil, ainda mais com o inverno curitibano que não ajuda muito, mas tenho uma boa equipe ao meu lado que me ajuda a me preparar.

 

Você acredita que com a sua história e experiência pode inspirar outras pessoas a procurarem uma vida melhor?

Quando eu me inscrevi para o Ironman 2013, iniciei o meu blog para registrar os treinos até a prova. Ele segue firme até hoje e recebo muitos e-mails principalmente de iniciantes na modalidade. São 17 anos que eu pratico o triathlon, tenho muita experiência e gosto de passar isso para frente. Se eu puder ajudar uma pessoa que seja eu já fico feliz. O negocio é mostrar a vida real, quando eu posto que matei treino e comi errado, são os posts que a galera mais se identifica. Não sou uma superatleta e nem a mulher maravilha, mas procuro conciliar o triathlon na minha rotina diária.

 

Você acha que vai ser esportista até ficar velhinha?

Olha, eu ainda não me vejo sem fazer esporte. Minha meta atual é fazer um Ironman por ano. Vou seguindo com ela até onde eu conseguir!

 

Dê algumas dicas para quem está começando o triathlon.

Dicas para iniciantes são várias. Mas a principal é: comece com calma! Fico triste com os triatletas de momento, que iniciam no esporte, fazem provas enormes e depois não querem mais fazer. Pegue gosto pelo esporte e vá step by step.


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