Professora curitibana faz acontecer nas Olimpíadas

Bianca Andreatta está trabalhando nos jogos para auxiliar as ginastas

14 de agosto de 2016 - Por: Thaynara Oliveira

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A professora de ginástica artística Bianca Andreatta está realizando o sonho de muitos esportistas: participar das Olimpíadas. Ela está trabalhando nos Jogos Olímpicos Rio 2016, no Sport Information Center (SIC), dentro da Vila Olímpica. Com essa experiência, Bianca ajuda a dar mais destaque para o Brasil no esporte, o que, segundo ela, “realmente não tem preço que pague e nem felicidade que explique”.

Entre as funções da curitibana estão prestar informações sobre horário de treino, transporte para o Rio Arena e alimentação para os atletas e técnicos da modalidade. Confira o relato de Bianca sobre esse momento que certamente é um dos mais importantes de sua vida:

 

Qual é a sua ligação com a Ginástica Artística? Há quanto tempo ela faz parte da sua vida?

Comecei a praticar a Ginástica Artística aos 3 anos no Colégio Marista Santa Maria na época com o professor Sérgio Abraão. Entrei para a equipe e participei de vários festivais e competições pelo colégio. Em 2006, com 17 anos, passei em Educação Física na UFPR e logo no meu primeiro ano entrei no Projeto de Ginástica Artística. Dei aula no Projeto até a minha formatura em 2010. Nesse meio tempo estagiei no Colégio Marista Santa Maria, onde em 2013 fui contratada como professora. Em 2009 me tornei árbitra Nacional desse esporte, e em 2013 Árbitra Internacional.

 

Qual a sua maior inspiração dentro do esporte?

Eu acho a Ginástica Artística incrível em todos os níveis que é praticada. Desde o iniciante, tanto em crianças pequenas como adultos, até o nível Olímpico. As habilidades que são adquiridas com a Ginástica são incríveis. Para mim é o esporte mais completo que existe, no qual, além da força e flexibilidade, também são trabalhadas a musicalidade, dança e a expressividade. Isso é o que mais me inspira a passar adiante.

 

Na sua avaliação como educadora, como está o cenário da Ginástica Artística no Brasil atualmente?

Ultimamente, estamos conseguindo bastante espaço na mídia e com isso está crescendo a procura de patrocinadores e investidores. Aqui no Brasil é muito difícil desenvolver a Ginástica Artística, pois é um esporte que requer muito investimento. Para montar um ginásio você precisa de um amplo espaço, além da aparelhagem (que aqui já é supercara) são necessários muitos equipamentos para segurança, como colchões de todos os tamanhos, fossos, etc. Nos últimos 10 anos crescemos muito. Houve um investimento do governo, como bolsas para atletas e conseguimos pela primeira vez classificar as duas equipes, a feminina e a masculina, nas Olimpíadas. Mas já conseguimos notar a diferença e é nítido os degraus que estamos subindo. Todo o trabalho desenvolvido nesses anos está aí para mostrar a evolução. O Brasil lutando e ganhando bravamente de países campeões de Ginástica por anos, como USA, Rússia, Romênia, etc. Espero realmente que com esses resultados não parem de investir nesse esporte.

 

Como é participar de uma Olimpíada?

Participar e ajudar a fazer acontecer uma Olimpíada é incrível! Para quem trabalha com esporte, esse é um evento único. Em 2007 trabalhei no Panamericano que aconteceu no Rio também, mas é completamente diferente. Andar na Vila Olímpica, em meio a todos os atletas, os melhores do mundo, realmente não tem preço que pague e nem felicidade que explique.

 

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Em algum momento você imaginava poder participar de uma Olimpíada? O que isso representa para você?

Acho que todo mundo que praticou esporte quando criança sempre teve esse sonho, o que descobrimos mais tarde que é uma realidade para poucas pessoas. Então conseguir participar das Olimpíadas, no meu país, ajudando a fazer acontecer o esporte que mais amo, realmente não há palavras para descrever como isso mexeu e modificou em mim. É um crescimento, tanto pessoal quanto profissional. Dediquei-me anos pela Ginástica Artística, estudei muito para passar em cada curso que fiz e o que isso está me proporcionando é incrível. É uma gratidão que vou ter para o resto da minha vida.

 

 

Qual é o maior aprendizado com essa experiência?

Com certeza é o de não desistir dos sonhos. Se tiver um sonho, trace seus objetivos, suba cada degrauzinho e estude bastante, pois todos somos capazes de chegar lá.


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