Você já pensou quais são suas prioridades?

Convidados alguns curitibanos para contar o que fazem para cuidar do que realmente importa

6 de março de 2017 - Por: Redação


Trabalhar, cuidar dos filhos, da casa e praticar atividade física. Essas são algumas tarefas que ocupam nossos dias, certo? Mas será que você tem tirado um tempinho para cuidar daquilo que realmente importa? O tempo com os seus filhos é com qualidade ou o celular rouba a atenção? E aquela amiga que você não encontra há tempos, que tal sair do “vamos marcar”? Outra área que precisa de atenção é a saúde. Faz tempo que você não faz um check-up? Então marque!  Conversamos com alguns curitibanos para saber o que fazem para a manutenção de suas vidas e ainda com profissionais que dão dicas valiosas para estar bem consigo.

 

comportamento_Vamos para oficina_Lilian

 

“Não dá para separar a vida em compartimentos. Separar um dia para a família, um dia para os amigos, um dia para ser espiritual e por aí segue a lista. Viver implica estar presente! Às vezes, uma ligação opera milagres do outro lado da linha. Hoje, é moda viver a falta de tempo, acredito que já faça parte da personalidade, mas penso que está mais na mente do que realmente seja o número de tarefas. A necessidade do ser humano de ser escutado é fato, gosto de ouvir. A gente aprende e se identifica em alguns pontos quando escuta, isso ajuda na reflexão do nosso próprio comportamento. Descobri que dou conta de manter a casa em ordem, cozinhar, trabalhar na empresa, compartilhar um papo com amigos que amo e atuar ativamente na ONG Mãos sem Fronteiras, que está focada em ajudar pessoas. A soma de tudo isso, acredito que ajuda na escala da espiritualidade. Não creio que se encontre a espiritualidade em algum lugar específico, se pratica. Manutenção no carro?Nada disso. Vou de UBER, (uau!) uma superdescoberta! Prático, não tenho que me preocupar onde estacionar, se faz chuva ou sol, sempre estou no horário na porta do meu compromisso. De quebra, me permite conhecer um monte de gente e escutar. Como disse, é muito bom escutar e dividir a vida com alguém, mesmo que sejam pequenos trechos. A manutenção do meu equilíbrio está na prática da meditação. Faço todos os dias 5 minutos. Parece pouco, mas é o tempo suficiente e necessário para criar musculatura mental. Fácil, rápido, não compromete meu “tempo” e me ajuda a tomar decisões, que passaram a ser mais conscientes. Vale a pena baixar o aplicativo “5 minutos, Eu medito” e começar a praticar. Se dá para melhorar? Sempre, praticando a tolerância é possível dar início a uma série de mudanças positivas”.

Lilian Miranda é empresária e coordenadora nacional da ONG Mãos Sem Fronteiras

 

 comportamento_Vamos para oficina_Michele Amaral

“Passo as manhãs com meus filhos e à tarde, quando vão para a escola, administro a clínica do meu marido. Também sou síndica do prédio onde moro. Acredito que a palavra-chave para dar conta de tudo é a organização. Tenho uma rotina bem estabelecida e uma equipe que me ajuda, tanto em casa, quanto no condomínio e no trabalho. Sem esse suporte eu não daria conta de tudo. O problema é que sou muito perfeccionista em tudo e não consigo delegar certas tarefas, o que, muitas vezes, acaba me sobrecarregando e consumindo ainda mais meu tempo. Por mais que nossa vida seja corrida, eu e meu marido fazemos questão de educar nossos filhos, ensinando a eles valores, religião e trabalho em equipe, o que já facilita as coisas na organização do convívio familiar. Gosto de viajar quando posso, levar as crianças ao parque, jantar com meu marido em nosso restaurante favorito, tomar um café com minhas amigas e fazer uma boa massagem. Isso tudo me faz bem, renova minhas energias e são coisas das quais não abro mão. Tenho uma vida corrida e acho que dou conta de tudo, mas acredito, sim, que ainda posso melhorar. Muitas vezes me sinto cansada, esgotada e sem um pingo de paciência. Gostaria de ter tempo para cuidar mais da saúde e da mente, praticar corrida ao ar livre e terminar meu curso de francês. Neste ano pretendo me organizar ainda melhor para fazer tudo isso. Minhas dicas para conciliar tudo são: organize-se, crie uma rotina, acredite em você, tenha fé, seja grata e conte até 10!”

Michele Ferreira do Amaral é empresária


Leia também: amar se aprende amando?


 comportamento_Vamos para oficina_ Gilsiane

 

“Minha vida não tem rotina, eu gerencio a área de marketing de algumas concessionárias e o dinamismo do varejo nos permite dias agitados com diversas ações, reuniões e viagens. E com isso o estresse é inevitável. A manutenção para estar bem é manter-se em equilíbrio, corpo e mente. Eu mudei minha rotina alimentar, pratico muay thai e dança e também alguns dias me resguardo para praticar meditação e estar em contato com Deus. Quando não estou treinando, procuro estar com amigos nos happy hour, combinamos jogos de vôlei e almoços.  Eu adoro estar entre meus amigos e tenho contato desde os mais antigos, sabe aqueles da época que brincávamos de Barbie, trocávamos papel de carta e jogávamos bette na rua até os mais recentes. Tenho alguns grupos no WhatsApp e propus-me a enviar mensagem para um amigo por dia que faz tempo que não converso e não vejo  e o retorno é muito gostoso. Acredito que por mais que não conseguimos ver alguns amigos  o contato por uma mensagem faz com que possamos estar um pouco ‘mais perto’ e transmitir um carinho especial. Claro, sempre devemos estar abertos a aprender e melhorar. Eu procuro estar presente quando meus amigos precisam e tento ajudar sempre que possível. Programo-me sempre para estarmos juntos e compartilhar bons momentos. Acredito que todos os dias são especiais. Durante a semana me programo com as atividades físicas e os compromissos. Eu adoro esse networking”.

Gilsilene Vicilli é gerente de Marketing do Grupo Barigui

 

comportamento_Vamos para oficina_eduardo jaime

“A rotina de pai, marido, filho, empresário, amigo, cidadão, além das demais atividades extras que temos, passa pela organização e pelas prioridades que você estabelece. Na verdade tudo é prioridade, tudo merece cuidado. Penso que o que fica para a vida são os pequenos gestos, a atenção dada para as coisas e para as pessoas. Fundamental também é ter envolvimento e comprometimento com os temas relativos a família, amigos e colegas de trabalho. Com a dinâmica das agendas profissionais e a prioridade com a família, ainda para quem tem dois filhos pequenos, fica difícil conciliar, mas tem um ditado que diz: “Quem quer dá um jeito, quem não quer, arruma uma desculpa”. Sempre podemos melhorar com relação a todos os aspectos da vida, mas com relação aos relacionamentos eu diria que ligar nos aniversários em vez de mandar WhatsApp (e em grupo) é uma boa forma de mostrar a importância do aniversariante, participar de todas as reuniões da escola dos seus filhos, cultivar rotinas de encontros com seus amigos e provocar bons momentos com sua esposa são boas dicas que pratico sempre.” Eduardo Jaime Martins é empresário e presidente da ADVB/PR

 

 


Temos 3 corações para cuidar

É preciso estar bem consigo para cuidar de todas as áreas

A gente foi atrás do médico, escritor e palestrante Ismael Lago para explicar sobre a analogia dos três corações. “Precisamos considerar a existência humana como sendo um jardim com três canteiros a serem cuidados. O canteiro do eu, onde se deve começar toda a arrumação, do você, que mora dentro da minha casa, e o canteiro do nós, que envolve todo o exterior”, explica.

Assim, como todo belo jardim que ele se refere, a vida também precisa de manutenção. “O ser humano é muito mais complexo que apenas o físico”, explica o médico. Segundo o profissional somos, divididos em três partes: o soma (ou corpo), a psique e a consciência. E para se ter qualidade de vida, a pessoa dever ter o soma saudável, a psique estável e a consciência da existência do Criador.

É com essa filosofia que o médico explica a ideia da existência dos três corações que o ser humano possui e que precisam de cuidados constantes: o coração físico, o coração mental e o espiritual. “O coração físico precisa de cuidados, por isso a importância das consultas médicas regulares. O segundo coração é o psíquico, que está na mente, que sofre, que sente, que se emociona, que guarda o passado e que anseia pelo futuro e que, às vezes,  guarda ódio, rancor e remorso, fazendo com que a gente não consiga ser feliz”, exemplifica. O médico ainda explica que temos o coração espiritual, que nada mais é que a alma humana que sente  saudades eterna de Deus.

Para complementar, Dr. Ismael reforça que quando falamos em relacionamentos é preciso entender que faz parte deixar de lado algumas coisas que as pessoas dão tanto valor. “É necessário renunciar e que por meio da renúncia a gente descobre que o muito que falta para ser feliz, às vezes, é exatamente esse pouco que a gente já tem nas mãos”, finaliza.


Tolerar para conviver

Os relacionamentos humanos fazem parte do dia a dia e, por isso, é essencial que essas relações aconteçam de forma positiva e construtiva. Além disso, é fundamental que as relações beneficiem todas as pessoas envolvidas.  Segundo o psicólogo, logoterapeuta e professor Guilherme Falcão, hoje vivemos em uma sociedade intolerante, descartável. “Isso inclui descartar relacionamento familiar e amigos, tudo porque não conseguimos aceitar a opinião dos outros”, diz.

“Hoje a gente vive em uma sociedade da tirania do urgente e aprendemos isso com a tecnologia. Se demoramos segundos para responder o WhatsApp, Facebook, até mesmo um e-mail, a gente fica impaciente. E quando falamos em relacionamentos é a mesma coisa. No entanto, precisamos entender que relacionamentos exigem tempo e qualidade, paciência e tolerância”.

Para o psicólogo é preciso praticar a “vivência de tolerância”, que na verdade nada mais é que a manutenção dos relacionamentos.  “Se existe uma vivência interpessoal boa, possibilitando que cada um expresse sua opinião e respeite a do próximo, com certeza teremos uma convivência pacífica. Compreendendo isso, nossas relações tornam-se mais leves e assim a gente tem uma vida mais suave e plena”.

 

5 DICAS PARA VIVER BEM

– Conhecer a si mesmo é o primeiro passo. Sócrates já dizia: “Conhece a ti mesmo”.  Quanto mais nos conhecemos, seja pela psicoterapia, por um amigo, por relacionamentos ou aconselhamentos, percebemos aspectos positivos e negativos do nosso comportamento e vamos nos corrigindo.

– Não cultivar o sentimento de culpa e pedir perdão a quem se magoa.

– Entender o sentido da vida, na busca de uma razão para viver. Algo significativo!

– Aprender a compartilhar emoções e colocar-se sempre no lugar dos outros (empatia) para não julgar.

– Não se leve tão a sério.  Comente, brinque sobre seus defeitos, isso vai suavizar os relacionamentos e a imagem que as pessoas possam fazer. Assim nos tornamos mais humanos.

 

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