Você tem lado B?

Conheça a história de sete curitibanos que sabem aproveitar bem este lado

24 de agosto de 2017 - Por: Redação

Dizem que todos nós temos um “lado B”. Aquele hobby que realizamos, mas que muitas vezes poucas pessoas sabem. Ou pode ser definido como um estilo de vida inusitado, por meio de um esporte alternativo, Uma dança ou ação social.  Não importa qual seja! O importante é desenvolver essa essência. Convidamos alguns curitibanos para contar um pouco esta história e ajudar você a se inspirar e encontrar o seu.

 

comportament_lado B Thays

Sou apaixonada pela dança, especialmente o balé. Sou daquelas que não pode ouvir um ‘batuque’ que já começo a mexer o corpo. Está na ‘veia’, faz-me bem! Meu corpo pede por movimento. Pessoas próxi­mas a mim sabem desse meu lado B. Não só comento sobre minha paixão, como incentivo mulheres e homens a dançar, independentemente de idade ou característica física. Acredi­to na dança como expressão cultural, mas, sobretudo, como um excelente remédio para a autoestima. É detona­dora da alegria, da aceitação de si mesmo, da valorização das nossas individualidades. Acredito que o ser humano, qualquer um, precisa ter um espaço para a brincadeira, para se jogar, para ser perfeito e imperfeito, para criar sem preconceito… O reflexo está no meu bem-estar. Para mim, corpo esguio e malhado pre­cisa ser consequência de um estilo de vida saudável e não o único objetivo.

THAYS BELEZE | APRESENTADORA DE TELEJORNAL | Foto Val Machado


comportamento_lado B juliana

“Auguri é uma palavra italiana que significa desejar sentimentos bons. Em uma viagem para a Itália, era dia 1º de janeiro e uma senhora na rua entregou uma flor para minha mãe e disse “auguri”, aquilo ficou marcado para nós. Em 2012, me casei na capela do Asilo São Vicente de Paulo e queria que as flores usadas na cerimônia propor­cionassem sorrisos nas senhoras de lá no dia seguinte. Não consegui fazer a ação naquele momento, mas a ideia ficou martelando na minha cabeça e, em dezembro de 2013, fizemos o primeiro Auguri. De lá para cá, nos reunimos uma vez ao mês, coletamos flores usadas em festas de casamento, passamos a madrugada transformando-as em novos buquês e os entregamos a idosos na manhã seguinte. Toca­mos corações e somos tocados de uma forma que não dá para traduzir em palavras. Acredito que não falta amor, falta amar, e as pessoas querem fazer algo, só muitas vezes não sabem como.”

JULIANA MEDEIROS | ARQUITETA | Foto Mariana Barcellos

 

 

 

 

 

 

 


comportamento_lado B Giana

“Rabisco as paredes do quarto desde sempre! Mas há alguns anos quis ajudar um menino a se enca­minhar profissionalmente. Descobri que ele desenhava e fomos fazer juntos um curso de tatuagem. Aca­bou que quem virou a tatuadora fui eu! Mas apenas nas horas vagas, geralmente após meu trabalho e nos fins de semana. Sou advogada e as primeiras pessoas que tatuei foram do escritório em que eu trabalhava na época. Quando falo que também sou tatuadora as pes­soas ficam surpresas, mas a maioria acha interessante. Muita gente fez a primeira tatuagem comigo! Já tatuei amigos, familiares e também tenho clientes simultâneos, que são auxiliados juridicamente e me procuram para tatuagens. Tatuar é o meu momento terapia. É a hora que coloco minha arte para fora porque o direito é muito sério e lidar com a burocracia todo dia é bastante desgastante.”

GIANNA CALDERARI | ADVOGADA | Foto Jessica Bruning

 

 

 

 

 

 

 


comportamento_lado B Elio

 

Às vezes não consigo diferenciar o meu lado B do meu lado A, pois acredito que um com­plementa o outro. Aos sábados meu tempo é dedicado a ajudar o próximo por meio do Instituto Semeando a Paz, que atende crianças em situações de risco social. Quando estou fazendo o bem a troca é fantástica, pois aprendo muito com as crianças e consigo encontrar uma paz interior indescritível. Sei que o que faço é pouco, mas representa mui­to para quem recebe minha ajuda. Coloco a mão na massa, literalmente, preparando alimentos, servindo, ouvindo e dando con­selhos. Além de desenvolver este meu lado espiritual, cuido também do corpo, pratican­do corrida. Sou tão fascinado que estou me preparando para participar de uma maratona. Me empolgo e consigo contagiar minha famí­lia a participar de eventos também.

ELIO MAZAROTTO | EMPRESÁRIO | Foto Mariana Barcellos

 


comportamento_lado B Marcia

“Eu já pesei 25 kg a mais e quando estava na faculdade comecei a fazer muscula­ção. Emagreci, mas per­cebi que faltava algo para desligar a cabeça e gastar energia. Optei pelo muay thai. Na primeira aula já me apaixonei e notei que aju­dava a diminuir a tensão e o estresse, já que tenho uma rotina de trabalho excessiva. Coloquei a luta como parte do meu dia a dia, tirei esse espaço na minha agenda e treino à noite depois do trabalho, horário que poderia estar descansando. Porém, na aula sinto que meu tempo é melhor apro­veitado. Para lutar é preciso disciplina, força de vontade, atenção, foco e memória, características que me aju­dam diretamente no meu trabalho como nutróloga. Quando perco uma aula sinto que o rendimento pro­fissional diminui. Essa rotina de exercícios faz com que meu corpo e saúde fiquem melhor.”

MÁRCIA SIMÕES | NUTRÓLOGA | Foto Kelly Knevels

 

 

 

 

 

 

 

 


comportamento_lado B thalita

“Desde criança, folheava o jornal até a parte dos anúncios de imóveis e ficava admirando as plantas baixas, imaginando a decoração e os móveis. A vida acabou me levando para outra área, até que um dia visitei um primo — que não é marceneiro — e ele estava fazendo um móvel para a cozinha. Fiquei impressionada com a ideia de uma pessoa comum poder fazer móveis. Resolvi experimentar tentando transformar uma cômoda em armário para o banheiro, com uma furadeira e uma tico-tico emprestada, e deu certo! Quando conto que meu hobby é a marcenaria, a reação das pessoas é de surpresa, geralmente com admiração, mas já ouvi coisas do tipo “você deveria ter nascido homem”. Eu não ligo, já estou formando turmas para dar aula de marcenaria, presenteio as pessoas com meus trabalhos quando posso e não consigo mais me imaginar comprando um móvel — acredito que isso será para a vida toda.”

TALITA TONIAL | GERENTE DE CONTAS | Foto Mariana Barcellos

 

 

 

 


comportamento_lado B Akihito

“Ganhei meu primeiro skate do meu pai e comecei a andar desde criança, por volta dos 8 anos. Nunca mais parei. Pratico outros esportes desde cedo também, como ciclismo, mountain bike, motociclismo, trekking e rapel, mas não me aventuro a começar uma nova atividade radical a essa altura da vida, está de bom tamanho tudo que já faço. Sou cirurgião de emergência e professor no curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná, então me sobra tempo para andar de skate aos finais de semana ou quando viajo, que levo o equipamento na mochila e aproveito. A modalidade que pratico hoje é o skate downhill – descemos em estradas e chega­mos a atingir mais de 100 km/h. A maioria das pessoas fica de olhos arregalados quando sabe que faço isso, mas esses esportes são minha fon­te de adrenalina, aquilo que me ajuda a cumprir os trabalhos do dia a dia. Espero que continue por muitos anos ainda!”

AKIHITO URDIALES | MÉDICO CIRURGIÃO | Foto Mariana Barcellos

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