6 dicas para ensinar a empatia para as crianças

Empatia é a palavra-chave para uma sociedade mais justa e humana. E pode ser estimulada nas crianças desde cedo, tanto na escola quanto em casa

5 de dezembro de 2018 - Por: Redação

Foto: Gus Wanderley

Foto: Gus Wanderley

 

Temos diversos problemas no mundo de hoje: desde questões ambientais a sociais, de políticas a problemas de segurança e violência. Se tentarmos pensar em uma atitude que pudesse ajudar a resolver tudo isso, a melhor resposta talvez fosse empatia. Olhar para o lado, conseguir colocar-se no lugar do outro, pensar no interesse coletivo em vez de exclusivamente o seu próprio. Quantas mudanças teríamos se todos agissem assim? É só imaginar o cenário em que vivemos no país durante o período das eleições este ano: seria bem diferente, não é mesmo?

Para nós, adultos, é sempre mais difícil mudar – embora nunca impossível. Mas é na infância, especialmente entre 0 e 6 anos, que o cérebro está ávido por sinapses. É o que os especialistas chamam de janela de oportunidades, fase perfeita para estímulos e aprendizados. E, se não somos estimulados, vamos efetivamente perdendo essas conexões. Ou seja, se a área do cérebro responsável por habilidades emocionais, como a empatia, não recebe estímulos suficientes na infância, fica mais difícil desenvolvê-la depois, quando adultos.

Viu só a importância que tem tudo que você faz pelo seu filho? O exemplo da família e os ensinamentos da escola são fundamentais para formar seres humanos sensíveis e capazes de se importar com o outro. A educadora Celize Ogg Nascimento Domingos, coordenadora-pedagógica do Ensino Fundamental – Anos Iniciais do KIDS Colégio Marista Anjo da Guarda, lembra que o sujeito se constitui a partir do outro, então disso depende a própria constituição da criança como indivíduo. “Por isso aqui também incentivamos muito que a criança se coloque para o outro, que fale de seus sentimentos, para que o amigo a reconheça, entenda que nem sempre o outro pensa igual a ele e que, assim, aprendam a se respeitar”, diz.

Celize reforça que a família é fundamental nesse processo, pois é o primeiro vínculo social da criança, mas acredita que a escola deve, sim, trabalhar as habilidades socioemocionais e relações interpessoais. “É um trabalho de formiguinha, toda hora, todo dia, o tempo todo.”

 

COMO ENSINAR EMPATIA?

Foto: Gus Wanderley

Foto: Gus Wanderley

 

1. Quando há conflitos, as crianças costumam dizer “já pedi desculpa”, mas a desculpa às vezes não vai mudar o sentimento do outro. Então, incentive-a a perguntar ao amigo o que pode fazer para que ele se sinta melhor.

2. A dinâmica das famílias hoje é superacelerada. Portanto, estabeleça horários para ficar com a criança como rotina mesmo. Um tempinho dedicado a ela durante o almoço ou quando volta do trabalho, ter dias na semana para ter programas com os filhos, para ouvir, saber do dia a dia.

3. Nessas oportunidades, quando está com a criança, deixe o celular de lado. Esteja com ela de corpo e alma. Se você não tem o outro presente, do seu lado, fica mais difícil pensar nele, não é?

4. Não tenha medo de pedir desculpas ao seu filho quando você errar. Mostrar à criança que os pais também falham tira o peso de ter que ser sempre perfeito.

5. Leia com seu filho. Os livros dão às crianças a chance de vivenciar situações inéditas, colocar-se no lugar dos personagens, entender diferenças e conhecer novas formas de resolução de conflitos.

6. Quando ele brigar, bater no amigo ou não quiser dividir o brinquedo, não o puna simplesmente ou lhe diga que não pode. Pergunte como ele acha que o amigo se sentiu, explique que essa atitude deixa o outro triste e que eles podem não ser mais amigos por conta disso.

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