Doce inimigo: açúcar e crianças

Como sobreviver em um mundo açucarado?

7 de junho de 2014 - Por: Redação

criança dentes

Não há dúvidas de que a maior preocupação dos pais é com a saúde dos filhos. Uma das batalhas mais comuns que eles enfrentam é na hora de montar a refeição dos pequenos e convencê-los a comer ingredientes saudáveis. O açúcar refinado não faz falta alguma, esse tipo de açúcar pode até ser eliminado da nossa dieta alimentar sem causar problema nenhum, é caloria vazia que pode ser traduzida em excesso de peso lá na frente.

A necessidade de comer açúcar é do adulto. O bebê está provando tudo. Ele não sabe, por exemplo, que o suco de maracujá pode ser adoçado. Ele vai aprender o que você mostrar a ele. Ele não sabe que a banana pode ficar melhor com açúcar ou não. A necessidade é nossa, não do bebê. Só que, por natureza, o bebê já vem gostando de doce de fábrica.

Por isso, não é um dos paladares que nós, mães, devemos ensinar ao nosso filho. Esse ele já gosta. Agora, devemos introduzir o azedo, amargo, salgado, acido, etc. Educar o paladar é abrir o leque de opções, é um papel seu também. Ele vai comer o que aprender a comer.

CÁRIE DENTÁRIA

Seria o açúcar o principal vilão? Sabe-se que a dieta tem grande influência na incidência da cárie dental, principalmente em crianças. Os hábitos alimentares e de higiene bucal são estabelecimentos na infância. Portanto, se a criança adquire hábitos alimentares e de higiene saudáveis desde  cedo, maiores as possibilidades de, ao alcançar a vida adulta, gozar de uma saúde perfeita. É da natureza humana utilizar os alimentos como transmissão de afeto e de carinho.

Quem de nós nunca presenteou um ente querido com uma caixa de doces? E por quê? Porque estamos habituados, culturalmente, a associarmos afetividade e alimentos adocicados. Como regra geral, limite a quantidade de doces a disposição em casa e não deixe de se abastecer com lanchinhos saudáveis. Procure ler rótulos e embalagens, porque alimentos aparentemente saudáveis como barrinhas de cereais e sucos de caixinha, muitas vezes, contêm grandes quantidades de açúcar.

Além da persistência para construir hábitos saudáveis com a criança, às vezes é necessário dizer não ou limitar determinados alimentos não saudáveis. Mesmo que momentaneamente a criança fique decepcionada, estabelecer essa linha terá um importante reflexo no futuro.

 

LILIANA TEMPORÃO
é odontopediatra e atende em sua clínica particular
Rua Padre Anchieta, 1846, sala 104, Biocentro | Champagnat
lilianatemporao.com.br

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