O nariz do meu filho sangrou: e agora?

Saiba por que a epistaxe é tão comum em crianças e o que fazer para controlar essa situação

22 de fevereiro de 2017 - Por: Redação

Bem-Estar_nariz sangrou

 

Ter sangramento no nariz é uma experiência pela qual muitas pessoas já passaram. A situação é incômoda e por vezes preocupa os pais. Mais comum em crianças, a epistaxe, como é conhecido esse problema, tem origem na mucosa nasal por causa da ruptura dos vasos ou alteração na coagulação, sendo em 90% das vezes da região anterior do nariz.

 

Segundo o otorrinolaringologista Ian Selonke, da clínica Otorrinos Curitiba, há várias causas para que o nariz comece a sangrar. “Isso ocorre mais frequentemente em crianças devido aos seus quadros de infecções de via aérea repetitivos, assim como episódios de rinopatia alérgica, que aumentam a inflamação e irritação nasal, o que pode causar vasodilatação e ruptura de algum vaso. A constante manipulação do nariz pelas crianças também podem ser o motivo da epistaxe”, explica o especialista.

 

Em caso de sangramento, é importante manter a calma e seguir a orientação correta. “Muita gente acha que quando o nariz começa a sangrar, a cabeça deve ser colocada pra trás. E está errado. O correto é inclinar a cabeça para frente e, se possível, comprimir as duas narinas e fazer compressa de gelo”, alertou.

 

Selonke também recomenda que caso os sangramentos sejam frequentes ou em um volume muito grande, o ideal é procurar um médico. “Caso os pais não consigam controlar o volume de sangue, ou caso essa situação seja muito frequente, eles devem procurar seu médico pediatra ou otorrinolaringologista para adotar alguma medida terapêutica mais efetiva, assim como investigar situações mais graves como alterações anatômicas, tumores nasais ou distúrbios da coagulação, entre outras”, completou.

 

A melhor forma de prevenir essas situações, de acordo com o doutor, é manter sempre o acompanhamento de um especialista e identificar a causa. “O ideal é que na presença de sangramento nasal o paciente passe por uma investigação e orientação médica individualizada, com intuito de identificar patologias nasais crônicas como rinite alérgica, sinusite crônica, tumores, etc., além de tratar a afecção especificamente”, afirma. “De forma geral, manter o nariz hidratado com solução fisiológica e realizar cuidados ambientais para tratamento de pacientes alérgicos podem melhorar um pouco”, conclui Selonke.

 

 

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