Adeus às varizes

Saiba tudo sobre o EVLT, considerado o mais avançado e seguro tratamento de varizes

31 de julho de 2015 - Por: Redação

pernas

As varizes têm aparecido cada vez mais cedo na vida das mulheres. Segundo pesquisas, a cada 100 mulheres, 32 já chegaram aos 30 anos com veias escuras e inchadas nas pernas. Quanto antes a paciente vai ao consultório médico e mais no início se encontra a doença (varizes), melhores são os resultados. A boa notícia é que um dos procedimentos mais eficazes e seguros é a técnica EVLT, que se livra das varizes com tecnologia a laser. “O EVLT não requer incisões, proporcionando à paciente uma recuperação rápida e um resultado mais estético”, explica o cirurgião vascular Dr. Cristiano Schimitt”, que há 13 anos trabalha com a técnica.

Até um tempo atrás, só a cirurgia era eficiente para tratar as varizes mais grossas. No entanto, o EVLT tem ganhado destaque como uma técnica simples e eficaz para esses casos. Ele pode ser realizado no consultório, sem cortes e internação. “Em 2011, o EVLT foi considerado como nível 1B, e agora, após novas avaliações e comparações com métodos já existentes, foi considerado nível 1A, o mais alto. Isso é motivo de comemoração para quem começou de forma pioneira no Brasil a desenvolver essa técnica”, revela Dr. Cristiano.

A cirurgia tradicional, o Stripping, traz bons resultados ao paciente, mas a recuperação, além de demorada, pode ser acompanhada de dor, hematomas e alguns riscos para a saúde inerentes ao procedimento, como o surgimento de trombose venosa profunda e infecção cirúrgica. “O American Venous Forum já havia classificado o Stripping como 2C e este ano está sendo desaconselhado, pois seus riscos estão sendo considerados inaceitáveis quando comparado com outras técnicas existentes atualmente”, revela.

COMO É O PROCEDIMENTO?

O EVLT utiliza fibras ópticas conectadas a uma máquina de laser. Funciona assim: com uma agulha de punção, tem-se acesso à veia a ser tratada. “Por meio dela é introduzida uma fibra óptica em seu interior e, com a ajuda do ultrassom vascular, dispara-se o laser no local. Em vez de retirar as veias de grande calibre como se faz na cirurgia tradicional, elas são fechadas por ablação e absorvidas pelo organismo”, explica o profissional.

HÁ RISCOS?

Quanto aos riscos, sim, eles existem! Afinal continua sendo uma cirurgia. Mas não se compara com os riscos da técnica tradicional. O importante é procurar por profissionais experientes e especializados na técnica. Comum procedimento mais simples e de recuperação rápida, com riscos extremamente baixos, não há necessidade de ficar adubando as varizes. A experiência do paciente ao se submeter a esse procedimento é completamente diferente, podendo inclusive no futuro evitar novas cirurgias. “Se a paciente tiver um acompanhamento já no início do aparecimento das varizes, é possível realizar o procedimento com anestesia local em consultório, sem a necessidade de internação.” Ou seja, nem se compara com os 30 dias da técnica tradicional que vem acompanhada de riscos de trombose venosa profunda pós-operatória (3%), sendo metade destes com embolias pulmonares, ou infecções (2%), hemorragias, lesões neurológicas permanentes e linfedemas residuais, sem mencionar o aspecto estético final, já que a técnica tradicional não é tão cosmética quanto o EVLT.

RISCOS MENORES

Após o procedimento, o paciente recebe alta no mesmo dia, pode ser feita anestesia local ou peridural, dependendo da gravidade do caso, normalmente o paciente já pode ir andando para casa. Um paciente em estágio inicial normalmente necessita de um fim de semana para retomar suas atividades normais, inclusive exercícios físicos. Já pacientes em estágios mais avançados, com insuficiências graves, vão precisar de um pouco mais de tempo, cerca de cinco a sete dias.

Durante a recuperação, o ideal é caminhar com auxílio de meia elástica e progressivamente desde o primeiro dia, conforme as orientações no momento da alta. Mas, em média, a recuperação total leva em torno de três a quatro dias, sendo que a paciente pode dirigir e retomar sua vida normalmente. De acordo com o cirurgião, essa é a principal técnica utilizada no Angiocentro Curitiba, que realiza essa cirurgia desde 2002, com mais de 3 mil membros inferiores tratados.

NO STRESS

Com tantas vantagens fica fácil optar por essa técnica, não é mesmo? Só fique atenta com algumas questões:

Segundo os fabricantes de EVLT, no Brasil estima-se que menos de 400 cirurgiões tenham treinamento para utilizar essa técnica de forma segura, o que significa dizer que dos quase 5 mil cirurgiões vasculares sócios da SBACV (existem outros não sócios e ainda cirurgiões que não são vasculares e realizam cirurgias de varizes), menos de 10% realizam procedimento nível 1A e mais de 90% ainda realizam procedimento classificado como 2C, que não é recomendado.
Sendo assim, tenha cuidado na escolha do profissional. O ideal é que seja um cirurgião vascular titulado e registrado no CRM, com habilidades em ultrassonografia e cirurgia endovascular. Mesmo com todas essas credenciais, ainda é necessário ter experiência com esse procedimento a fim de evitar complicações maiores e desfrutar do que essa tecnologia traz de melhor.

DR. CRISTIANO SCHMITT
Rua Padre Anchieta, 2310, Sala 31
Champagnat | (41) 3092-9699
angiocentrocuritiba.com.br


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