Perda de audição: um problema silencioso

Pessoas que têm problemas de audição sofrem ao realizar tarefas simples do dia a dia. E os seus ouvidos, como estão?

14 de setembro de 2017 - Por: Redação

Para a fonoaudióloga Michele Lacerda da Silva Cordeiro, os exames de audição devem acontecer todo ano (Foto: Mariana Barcellos)

Para a fonoaudióloga Michele Lacerda da Silva Cordeiro, os exames de audição devem acontecer todo ano (Foto: Mariana Barcellos)

Quando você fez um teste para saber como anda sua audição? Não lembra ou realmente nunca fez? Então está na hora de se preocupar com isso. “O número de pessoas que apresentam algum problema na audição é enorme. Escutar bem é essencial para nossa comunicação, no entanto, acabamos nos esquecendo da sua importância”, explica Michele Lacerda da Silva Cordeiro, fonoaudióloga da FMG Soluções Auditivas. “Para se ter uma ideia, segundo dados do IBGE, cerca de 10 milhões de brasileiros possuem algum tipo de defi­ciência auditiva e nem sabem disso”, complementa.

“Hoje, felizmente é possível fazer um teste de audição em qualquer pessoa, de qualquer idade, inclusive em recém-nascidos. Para avaliar a audição devemos fazer anualmente o exame de audiometria, que é bem simples, e veri­ca se estamos escutando direito, bem como o grau e o tipo de perda auditiva, caso exista”, reforça a especialista.

De acordo com Michele, independentemente da idade, a perda auditiva pode levar ao afastamento do convívio social, e quanto mais cedo diagnosticada, melhor. “Vale ressaltar que o uso contínuo de aparelhos auditivos, para quem tem algum tipo de perda auditiva, estimula as estruturas da audição e o cérebro para que exista a estabilização da perda”.

FIQUE ATENTO

As pessoas que sofrem com a perda auditiva se deparam com situações de muita dificuldade em tarefas simples do dia a dia, como seguir uma conversa sem esforço, confraternizar em um evento de trabalho ou um jantar entre amigos e até mesmo falar ao telefone.

AUMENTE

Começar a levantar o volume da TV é um sinal preocupante. “Perceba se isto acontece com frequência. Se sim, é hora de uma avaliação.”

REPITA

“Ouvir, mas não entender o que as outras pessoas estão falando ou sentir dificuldade em acompanhar conversas em locais ruidosos pode indicar algum problema”, alerta Michele. Também é importante ficar atento a zumbidos que podem aparecer.

 OUTROS SINAIS

Falta de atenção, aumento do nível de estresse e isolamento social, que pode chegar até a depressão.

CHEGA DE VERGONHA

“Em geral a maioria das pessoas ainda tem preconceito quanto ao uso do aparelho. Constata-se que apenas 40% de quem tem perda de audição reconhecem que ouvem mal. O que é lamentável, porque a perda auditiva é cumulativa e, se nada for feito a tempo, a dificuldade para ouvir será cada vez maior”, alerta Dra. Michele. A realidade é que muitos usam óculos, por exemplo, mas no caso da defi­ciência auditiva, persiste certa resistência em usar aparelhos nos ouvidos.

E por que isso acontece? “Porque a maioria desconhece os avanços tecnológicos que permitiram a criação de dispositivos minúsculos ou até mesmo invisíveis”, explica. “No entanto, o preconceito vem sendo quebrado. Após o uso, a pessoa veri­fica a melhora signifi­cativa da qualidade de vida e aquele primeiro julgamento vai embora”. Porém, é preciso ressaltar que, como existem diversos tamanhos e características, apenas um profi­ssional tem a qualifi­cação para ajudar a fazer a escolha certa.


DRA. MICHELE LACERDA DA SILVA CORDEIRO – FMG SOLUÇÕES AUDITIVAS

Av. Batel, 1230 | Torre B | Sala 912 | Batel

(41) 3018-0646


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