Guido Garcia abre sua casa para falar de trabalho e a importância de curtir a vida

O sócio da construtora Monreal conta sobre sua trajetória e os detalhes de sua casa em steel frame

19 de novembro de 2018 - Por: Redação

_Z2I0302

 

A bela casa de mais de 500 metros quadrados é um senhor cartão de visitas. Ao abrir as portas da sua residência, Guido Garcia, sócio da construtora Monreal, destaca que se trata da primeira construção que fizeram em steel frame. O sistema construtivo que não utiliza tijolos e concreto e oferece uma obra mais rápida, limpa e ecologicamente correta, é uma das especialidades da construtora. “Trabalhamos também com o método tradicional, mas acreditamos muito no steel frame por ser o método construtivo mais moderno que existe, altamente difundido nos países europeus e asiáticos, assim como nos Estados Unidos, Canadá e Chile”, explica.

Em cada detalhe do projeto das arquitetas Andrea Sano e Lisandrea Campanelli e interiores de Fernanda Moura Bório é possível perceber uma casa voltada para o bem viver. A integração entre a sala de jantar, o espaço gourmet e a piscina revelam a vocação do espaço. Guido e sua esposa Vera gostam de receber amigos e familiares. Eles têm quatro filhos e seis netos, o que por si só já é uma grande festa. “Para mim, esse é o grande propósito de uma casa. Um lugar para receber as pessoas que você gosta e ser o seu espaço de relaxamento”, destaca. Numa cidade sem praias, Guido reforça que a casa acaba tendo um significado ainda mais especial.

 

_Z2I0353

 

A CASA É A PRIMEIRA CONSTRUÍDA PELA MONREAL EM STEEL FRAME. “COMPRAMOS O TERRENO E USAMOS A CASA PARA TESTAR E DOMINAR A TECNOLOGIA”, CONTA GUIDO GARCIA

 

 

Lazer e relaxamento, aliás é algo levado a sério por esse empresário que em 2018 completou 55 anos de trabalho. Sim, aos oito anos ele já ajudava seu pai em um hotel em Lajes, dando continuidade à vocação empreendedora da família. Guido acredita que o equilíbrio é fundamental para a felicidade. É preciso trabalhar muito, mas também saber curtir. “O trabalho não é um fim em si mesmo, mas um meio para que possamos viver melhor. Saber dosar isso é um dos segredos para uma vida com mais qualidade”.

 

_Z2I0410

 

É por isso que mesmo estando à frente da construtora com dois de seus filhos, Guido reserva boa parte do seu tempo para viajar pelo mundo em busca de uma de suas grandes paixões. “Vinho é cultura e aproxima as pessoas. Quando você entra nesse universo é impossível ficar indiferente”, afirma ao abrir sua adega que conta com alguns dos principais rótulos do mundo. Mas é preciso dizer que dentre todas as garrafas, há uma especial. “É esta champagne Rare, da Piper-Heidsieck, safra de 1999, que vou abrir no aniversário de 15 anos da minha primeira neta, Lívia”, revela mostrando a bela garrafa. A contar pelas viagens e pelo qualidade dos rótulos, vale lembrar que os outros netos não precisam ficar com ciúmes.

 

_Z2I0375

 

Um dos espaços favoritos da casa é o escritório em que reúne livros, charutos, troféus de golfe e recordações de viagens. É onde ele mergulha nos estudos que, é claro, também passam pela construção. “Não há como separar as coisas. Trabalho e prazer devem estar intimamente ligados. Quando viajo, por exemplo, estou adquirindo referencial de modernidade para a própria construtora. Em Singapura e Hong Kong conheci soluções otimizadas para convívio em pequenos espaços. O estilo de viver europeu, com algo mais clássico, é também muito interessante. Quando uma pessoa que deseja construir nos procura, tem muito mais segurança por saber que temos experiência e boas referências”.

 

_Z2I0383

 

INOVAÇÃO

Essa obsessão por estudar e por inovar não vem de hoje. Guido Garcia sempre foi um excelente aluno, orador de turma por várias vezes no colegial e orgulho do seu avô Américo Caetano do Amaral, seu grande exemplo e inspiração. O menino que nasceu em Bom Jardim da Serra, veio para Curitiba aos 12 anos e estudou no Colégio Estadual, passou em Medicina aos 19 anos. Para desespero dos pais, Guido decidiu não se matricular no curso. “Certamente eu não seria realizado nessa profissão”, lembra. O destino apontou para o Banco do Estado do Paraná, onde Guido passou em quarto lugar num concurso. Ele ressente-se até hoje por não ter ficado em primeiro por conta da péssima habilidade em datilografia. A carreira no banco foi meteórica. Em dez anos e depois de cursar Administração, chegou ao cargo mais alto da carreira. O “guri da diretoria” promoveu uma reengenharia que culminou com a extinção dos balcões de atendimento, que depois foi seguida por todos os bancos do país. Depois de assumir a superintendência regional de Curitiba, ele deixou o Banestado aos 25 anos de trabalho, num plano de demissão voluntária.

 

_Z2I0455

 

Aposentado aos 44 anos, Guido investiu em outros empreendimentos que já administrava paralelamente. Foi um dos fundadores da Spei (Sociedade Paranaense de Ensino e Informática). Teve lojas, uma fábrica de alimentos light, mas foi quando seu filho mais velho, Cassiano, formou-se em Engenharia Civil e fez um curso de especialização de administração de obras na Universidade da Califórnia, que surgiu a Monreal. “Percebemos que o mercado de alto padrão estava em busca de construtoras que trabalhassem com sistema de preço de custo fechado, como os americanos fazem, no qual a pessoa começa a construção sabendo o custo total da obra”. A dedicação ao novo projeto foi intensa e 15 anos após se aposentar, Guido contabiliza a entrega de mais de 100 casas de alto padrão. “Em qualquer atividade, a satisfação do cliente é a única garantia que você tem da continuidade do seu negócio. Sabemos que a construção de uma casa é um processo lento. Trabalhamos com o conceito de incômodo mínimo, conduzindo o projeto para que se torne algo prazeroso para o cliente”. Como se vê, equilíbrio é algo que faz parte do dia-a-dia de Guido Garcia.

 


Viver no digital

Loading...