6 motivos para conhecer a Cracóvia

No sul da polônia, a bela cracóvia reúne arquitetura inspiradora, passeios diversificados e lendas

2 de novembro de 2016 - Por: Redação

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Por: Taisa Echterhoff

 

A Cracóvia, que já foi capital da Polônia, pode não ser um dos primeiros destinos procurados por brasileiros na hora de fazer uma viagem internacional, mas oferece diversos encantos, apesar de ser relativamente pequena. A cidade é rodeada por lendas, como a de que teria sido construída sobre a caverna do dragão derrotado pelo Rei Krak. Verdade ou não, os poloneses ainda cultivam a imagem do monstro Smok Wawelski, que estaria enterrado embaixo do Castelo de Wawel, e hoje tem suas versões em pelúcia, nada assustadoras, para vender.

 

A BELÍSSIMA MINA DE SAL

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A mina de sal de Wieliczka é uma das atrações mais incríveis

A Mina de Sal de Wieliczka foi um dos maiores pontos de extração salina em toda a Europa, que também teria nascido de uma lenda, a da princesa húngara Kinga, padroeira dos mineradores. Entre as grandes cavernas escavadas está uma capela dedicada à santa. Um trabalho artesanal que sozinho levou 62 anos para ficar pronto. Na mesma sala, ainda é possível encontrar a Santa Ceia, de Leonardo da Vinci, esculpida com um intrincado trabalho de perspectiva – quanto mais distante o visitante estiver, mais profunda a imagem parece. A Natividade de Cristo também foi representada, com o Menino Jesus detalhado em outro tipo de sal, com uma coloração mais rosada, diferente da de Wieliczka que é acinzentada.

Nos corredores, muita madeira foi usada, não apenas por questões de sustentação, mas também porque o material é envolvido pelo sal e se torna duro como pedra. Em outras câmaras é possível perceber que imagens sacras de madeira são bem conservadas no ambiente.

Porém, esse definitivamente não é um passeio para claustrofóbicos, pois os túneis estreitos chegam a mais de 130 metros abaixo da terra. Para quem tiver coragem, pode ser uma das experiências mais extraordinárias! O chão, muitas vezes trabalhado para parecer ladrilho, o teto e até as paredes são todos feitos de sal – existem até visitantes que lambem para comprovar. E é possível ver em algumas câmaras a formação de estalactites.

O local conta com restaurante subterrâneo, além de um sanatório, espaço para tratar doenças respiratórias como asma e bronquite com os benefícios do ambiente.

 

A ARQUITETURA SECULAR

Basílica de Santa Maria, à frente da Praça do Mercado (Rynek Glowny). A construção tem 80 metros de altura e é um dos principais exemplares góticos poloneses

Basílica de Santa Maria, à frente da Praça do Mercado (Rynek Glowny). A construção tem 80 metros de altura e é um dos principais exemplares góticos poloneses

O catolicismo ainda é muito presente em Cracóvia. A cidade em que viveu e estudou Karol Wojtyla, antes de ser Papa, e que no mês de julho recebeu milhões de peregrinos na Jornada Mundial da Juventude, tem sempre uma igreja de arquitetura impressionante a cada esquina. A religiosidade está bastante enraizada no povo polonês, que exibe imagens de seus santos nas janelas de casa e também no comércio.

 Vista do Castelo de Wawel ao fundo e das margens do Rio Vístula (Wisla)


Vista do Castelo de Wawel ao fundo e das margens do Rio Vístula (Wisla)

Entre os grandes templos, vale a pena visitar a Basílica de Santa Maria na região central, o Santuário de São João Paulo II e, para quem tiver tempo, a 130 km fica o Santuário de Nossa Senhora de Czestochowa, conhecida como Nossa Senhora Negra, além do mosteiro de Jasna Góra. Mas em uma caminhada rápida por qualquer bairro é possível encontrar capelinhas pitorescas, de tijolinho à vista, com jardins muito bem cuidados.
GASTRONOMIA DIVERSIFICADA

 

O Mercado Sukiennice, localizado na Praça Central da cidade (Rynek Glowny), oferece de tudo um pouco. Por ser um espaço de grande passagem de turistas, a maioria dos restaurantes oferece lanches rápidos, petiscos e sanduíches. Mas quem estiver com tempo pode se deliciar com os pratos fartos de carne suína, batatas, repolho cozido e pepinos.

É fácil também encontrar nas ruas adjacentes à praça o famoso churrasquinho grego. Na verdade existe uma disputa entre gregos, libaneses e sírios para definir quem inventou o prato. Tanto que ele recebe os mais diferentes nomes: Kebab, Shawarma, Shoarma. A influência árabe é bastante percebida na culinária. Não é difícil encontrar nos buffets a quilo carnes ensopadas, bem temperadas e grãos cozidos.

Falando em comida de rua, diversas carrocinhas com pães recheados, rosquinhas e pretzels, doces e salgados, estão prontas para oferecer um lanche para quem está passando.
O LEGADO

Em um rápido passeio a pé é possível se encantar com diferentes exemplares arquitetônicos, já que a cidade é medieval, mas foi muito influenciada pelo estilo romântico europeu

Uma grande bagagem histórica pode ser percebida em um simples caminhar pelas ruas da típica cidade medieval, que também teve um caminho muito marcado pela Segunda Guerra Mundial.

A proximidade com os campos de concentração de Auschwitz e Birkenau ainda guarda uma profunda tristeza desse passado recente. Mas a memória é sempre preservada. Incentiva-se que todos visitem os museus da região para saber o que é essa dor e para que o acontecido nunca mais se repita.

 

A NOVA GERAÇÃO

Muitas pessoas que desejam viajar para cidades do Leste Europeu logo perguntam se lá se fala pelo menos o inglês como segunda língua. De fato, apenas os mais jovens poderão bater um papo longo com o turista, mas há muita beleza em andar pela cidade e se perder no idioma! Além disso, não é difícil encontrar polacos interessados em aprender também um pouco de português. Alguns sonham com a ideia de visitar o Brasil, que parece tão distante, e a eles soa como uma mistura de praia, floresta e metrópoles.

 
TRANSPORTE
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A maioria dos passeios pode ser feita a pé, mas o transporte público funciona com regularidade e, mesmo não existindo metrô, os trens, bondes e ônibus cobrem todo o centro e região metropolitana a preços baixos. O viajante pode comprar o ticket antes ou pagar durante o trajeto. Serviços de aluguel de bicicleta estão disponíveis tanto em lojas próprias como no meio da rua. Os táxis não são padronizados, mas existe uma frota satisfatória.

A região da Estação Glowny, mais ao norte, oferece lojas, restaurantes e hotéis mais modernos, enquanto o sul da cidade guarda atrações mais históricas e hostels alternativos.

A viagem vale a pena para brasileiros, pois a Polônia fica fora da Zona do Euro e usa o zloty como moeda, que está quase equiparado ao real. Então não precisa ficar fazendo muita conta na hora de comprar algo. Porém, não é toda casa de câmbio no Brasil que possui zlotys, mas em alguns caixas eletrônicos é possível sacar direto de contas brasileiras.

Quem nunca deixa de trazer um presentinho ou souvenir para casa vai adorar, pois em geral roupas, sapatos, cosméticos e acessórios têm preços ótimos. A Cracóvia é um destino fantástico para relaxar, curtir e se impressionar.

 


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