Carol Castro: gosto de me reinventar

Realizada pessoal e profissionalmente, atriz fala de sua ótima fase

17 de dezembro de 2016 - Por: Redação


por Michele Marreira

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Foto: Dudu Lima

 

Dona de um sorriso largo e corpo exuberante, aos 32 anos, Carol Castro vive um momento de ascensão na carreira. Após estrelar o musical Nine na pele de Luisa Contini, a crítica especializada se rendeu aos encantos de sua Iolanda na primeira fase de Velho Chico. Tamanha veracidade em cena fez com que recebesse mais credibilidade no ofício. Recentemente protagonizou o filme Um Suburbano Sortudo ao lado do comediante Rodrigo Santanna. Muito consciente de seu trabalho, não vê motivos para se deslumbrar na atividade que se enveredou muito cedo. “Nossa profissão não é tão fácil quanto parece, muita gente acha que é luxo e glamour”, ressalta.

A artista é considerada uma profissional bem-sucedida, embora confesse ter muitos desafios pela frente. Para 2017, pretende lançar o filme Esquadrão Antissequestro e novos projetos. Na carreira, contabiliza inúmeros trabalhos, entre eles: Gracinha (Mulheres Apaixonadas), Angélica (Senhora do Destino), Ruth (O Profeta), Silvia (Amor à Vida), Mônica (Cilada.com), Mariana (O Concurso), Dona Flor (Dona Flor e Seus Dois Maridos). Carol faz questão de ressaltar a importância do estudo contínuo, para que o ator, mesmo com uma trajetória reconhecida, não se acomode em uma zona de conforto. Determinada, nunca perde o foco. Pensa que beleza não tem seu devido preço? A estrela global entrega ter pele seca, sendo alérgica a alguns tipos de maquiagem. Já para manter a silhueta em dia é indispensável uma série de exercícios aeróbicos. Conheça um pouco mais da trajetória dessa querida musa das artes.

 

Como foi trabalhar pela primeira vez com o autor Benedito Ruy Barbosa?

Eu sempre quis fazer uma novela do Benedito. Eu cresci assistindo a novelas dele. E sonhei em trabalhar com o diretor Luiz Fernando Carvalho, porque eu ouvi os atores falarem sobre a maneira de ele trabalhar, da linguagem poética, lúdica, cinematográfica. Ele vai te guiando nas cenas e é uma coisa linda. Foi meses e meses no galpão de segunda à sexta, uma média de seis a oito horas com preparadores de elenco, de voz, de prosódia… Todos juntos, isso dos mais veteranos aos mais novatos. Foi muito interessante, muita troca, muita sinergia.

Sua personagem Iolanda de Velho Chico era bem temperamental, forte.

Uma legítima mulher de atitude! Ao mesmo tempo romântica, delicada, sutil. Representante da efervescência cultural da época da Tropicália, no final dos anos 1960. E ainda tinha o romance forte com Afrânio (Rodrigo Santoro/Antônio Fagundes). Uma cantora de bar, na cidade de Salvador, com uma intuição aguçada. Acredita nesse amor que sobrevive a qualquer tempo, obstáculo. Senão, ela tinha desistido e isso a Iolanda nunca abriu mão. No fundo, ela sempre soube que eles iam se reencontrar… Foram 25 capítulos intensos, fortes, uma delícia de ser feito.

Como você descreve a experiência de dividir cenas com Rodrigo Santoro?

Ele é um ator incrível, ótimo colega de trabalho. A gente tem uma troca incrível em cena, trata-se de um projeto rico. É um reencontro muito feliz para nós. Foi um trabalho de muita delicadeza e sutileza. Fiquei feliz! Ele foi um super-companheiro de cena. Comemorei muito esse papel, estava terminando o musical Nine.

Por falar no espetáculo Nine, foi uma temporada de sucesso. Qual o sentimento em ter feito seu primeiro musical, interpretando Luisa Contini?

Fiquei feliz com o desafio em fazer meu primeiro musical. É sempre bom abrir o leque de opções, se enveredar por outros caminhos no aprendizado de novas artes. Minha personagem, Luisa, era a esposa do Guido Contini. Uma mulher que retratava a parte real do espetáculo; sempre pé no chão enfrentando as dificuldades do casamento, de forma muito contida. As demais mulheres eram frutos da imaginação dele, de seus devaneios.

Qual a importância dos palcos em seu ofício?

Teatro é uma arte que não pode morrer jamais, a forma de interpretar veio a partir disso; TV e cinema. É importante darmos essa continuidade.

Você acredita em destino?

Eu acredito que a vida sempre dá sinais e a gente tem que ficar atento para percebê-los. Vou mais por essa linha e sempre estou atenta a tudo.

Gostou de cantar na TV e no teatro?

Eu já estava fazendo aulas de cantos por causa da peça Nine com a Agnes Moço e o Tim Rescala. Eu vejo o canto e a dança como complemento para o ator. Lá fora isso é tão comum e aqui existe essa separação. Mas eu gosto desse universo musical, sempre gostei.

 

 

Quais são seus segredinhos de beleza?

Eu estava malhando direto, cinco vezes na semana, para chegar ao resulto que eu gostaria. Minha dermatologista cuida bem da minha pele, que é seca e rosácea, ou seja, tenho alergia a diversas maquiagens e só posso usar produtos específicos. Tenho ótimos profissionais que me assessoram; desde minha ortomolecular, nutricionista ao meu personal trainer.

Após muitas conquistas profissionais qual balanço faz de sua trajetória artística?

Eu agradeço tudo que eu conquistei em minha profissão. Em nosso ofício precisamos tomar o cuidado de não nos acomodarmos, mesmo tendo um trabalho reconhecido. Sou meio inquieta, gosto de desafios e de me reinventar. O balanço que eu poderia fazer é para alto e avante!

Que dica você daria para atores em início de carreira?

Precisa focar na arte. Nossa profissão não é tão fácil quanto parece, muita gente acha que é luxo e glamour. A gente passa noites sem dormir, precisa ler bastante, ver filmes, ouvimos muitos nãos no início e mexe muito com nosso emocional. A gente precisa estar bem e manter a humildade em saber reconhecer o erro.

Recentemente você integrou o elenco do filme Um Suburbano Sortudo. Já tinha contracenado com o comediante Rodrigo Santanna?

Não conhecia o Rodrigo pessoalmente, fiquei encantada com seu bom humor, parceria e profissionalismo. Fomos dirigidos pelo Roberto Santucci.

Você está com mais um filme para estrear, certo?

Sim. Chama-se Esquadrão Antissequestro, filmamos em 2014. Minha personagem é uma secretária de segurança, tive aulas de tiro. O elenco conta ainda com Murilo Rosa, Humberto Martins, André Segatti e direção do Marcos Dartagnan.

Para finalizar, você costuma se manter discreta na vida pessoal. Está solteira ou namorando?

Eu estou namorando, realmente sou discreta sobre esse assunto. Aliás, eu sempre fui e o que eu posso dizer agora é que estou bem feliz, em paz. Coisas da vida e que acontecem. Estou realizada. Hoje, eu deixo as coisas acontecerem, fluir.

 


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