Cristiane Pietruk é uma vitoriosa

Inspire-se com a história de quem venceu o câncer e é um exemplo de força de vontade

7 de outubro de 2016 - Por: Redação

 

Entrevista_Cristiane Pietruk

 

A tecnóloga em estética e imagem pessoal Cristiane Pietruk tinha 39 anos quando recebeu o diagnóstico de câncer de mama. A doença ainda estava na fase inicial, mas o nódulo crescia rapidamente. Apesar disso, ela aguentou o tranco e se mantém firme e forte até hoje. Conheça a história dessa vitoriosa do câncer e inspire-se com sua força de vontade.

 

Quando você recebeu o diagnóstico do câncer? O que passou pela sua cabeça quando descobriu?

Recebi o diagnóstico com 39 anos, a primeira coisa que passou pela cabeça foi “vou morrer”. Não sabia o que aconteceria dali em diante, apenas que seria uma trajetória muito dura. Contei ao meu marido e imediatamente procurei um médico. Fiz os exames necessários e então veio o diagnóstico. Eu estava com câncer e era muito agressivo. Depois da punção ele dobrou de tamanho em pouquíssimo tempo.

Já havia algum histórico na sua família? Como foi contar para eles?

Quase toda família de minha mãe, inclusive ela morreu de câncer. Contar para meu pai foi o mais difícil. Nós já havíamos perdido nossa baixinha, como era chamada carinhosamente minha mãe, e passar por tudo isso novamente não foi nada fácil, afinal havia o risco dele perder sua única filha mulher. Mas ele recebeu a notícia como toda a família e amigos e deu toda força e coragem para que eu seguisse adiante.

Você teve que retirar a mama? Como lidou com essa questão?

Não foi necessário retirar toda mama, só uma parte. Fiz a quadrantectomia e depois a reconstrução. Não queria morrer, nem mesmo perder meus cabelos e tomar remédios terríveis. Só havia um jeito, engolir o choro, vaidade, cirurgia, quimioterapia, radioterapia, efeitos colaterais e seguir adiante, mas como? Ninguém se prepara para ter câncer. Olhei para o lado e vi meu marido dando apoio, para baixo onde sepultaria minha tristeza, para trás, onde deixaria as coisas pequenas e especialmente para cima, onde minha mãe estava. Não iria decepcionar quem estava ao meu lado me apoiando. Segui em frente e hoje, 10 anos depois, sou uma vitoriosa.

 

Foto: Bruno Santos

Foto: Bruno Santos

 

Depois de passar por isso, qual lição você tira da doença?

A primeira fase foi de sofrimento, depois enfrentei o tratamento e, por fim, procurei transformar toda a dor e tristeza em alegria pela vida. Mostrar para as pessoas que não é preciso ter pena de quem tem câncer, podemos lutar e vencer. E quando encontrar alguém na rua e perceber que está em tratamento contra o câncer, que está careca e desanimada, não abaixe a cabeça, não faça de conta que não vi, faça diferente. Olhe bem nos olhos, sorria, diga bom dia, se tiver alguma palavra de apoio, melhor ainda, uma força sempre é bem vinda. Pronto, você mudou aquele dia para aquela pessoa.

 


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