Para o alto e avante

16 de maio de 2013 - Por: Redação


Foi a natação que estimulou a paixão de Joel Kriger por esportes. A convite de um amigo começou a caminhar e a subir montanhas ao redor do mundo. Nos treinos de natação encontrou resistência física para suas aventuras. O dom de atleta veio do pai, Berek Kriger, que foi fundador do Clube do Golfinho e presidente da Federação Paranaense de Natação. Hoje, ele integra o grupo dos atletas amadores de destaque na sua categoria (60+), sendo bicampeão no Campeonato Americano de Natação Master – um dos mais importantes do mundo. Na escalada, o quase sessentão aventureiro já conquistou os montes Kilimanjaro e Aconcágua, agora se prepara para sua nova aventura, chegar ao topo da montanha mais alta da Terra, o Everest – que só não é maior do que a sua garra e disposição.

Como e por que você decidiu subir o Everest?

Quando eu completei 50 anos um amigo de Brasília me convidou para fazer uma caminhada até o campo base do Everest. Foi aí que voltei a me preparar fisicamente de maneira mais sistemática. Na caminhada para o campo base do Everest eu me apaixonei pela paisagem e pelo desafio .

Como você se preparou para o Everest?

A partir de 2003, comecei a aprimorar minha forma física treinando e competindo em provas de natação. Passei a treinar duro. Desde então, nado doze mil metros por dia, faço musculação três vezes por semana e corro outras quatro vezes.

Que momento você acha que será mais difícil?

O mais difícil é contar com a natureza, pois o sucesso da empreitada depende de esperar a “janela” de bom tempo que permita uma subida que exija somente a nossa capacidade de vencer os obstáculos.

Como você lida om o medo?

Você tem que lidar com a ansiedade e ter a humildade de reconhecer as suas limitações, saber que a montanha estará sempre no seu lugar e que, se você não conseguir, pode tentar o ano que vem ou ainda no seguinte. A maior dificuldade de todas é explicar para os amigos e a família que você está consciente e que conta com guias experientes e gente da montanha para reconhecer o seu limite ou comemorar o sucesso do desafio.

A sua família e os seus amigos incentivam você? O que eles falam?

Minha família me apoia. Os netos sofrem um pouco na escola, pois os amigos não acreditam que eles têm um avô que vai subir o Everest. A maioria dos amigos me incentiva. Alguns ficam preocupados e transmitem esta preocupação e outros me mandam filmes e livros sobre as tragédias do Everest para me lembrar sobre o que pode acontecer…

Você já conquistou os montes Kilimanjaro (2010) e Aconcágua (2011). Qual a sensação de quando você chega ao cume da montanha?

A subida e a descida de uma montanha trazem uma sensação de felicidade, de objetivos atingidos. Você sente a satisfação de saber que o planejamento, o treinamento, a espera, tudo foi recompensado. É como vencer uma etapa da vida, é somar mais uma alegria que completa a nossa existência.

“Os amigos dos meus netos não acreditam que eles têm um avô que vai subir o Everest.”

 


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