Para se emocionar: 4 depoimentos inspiradores de mães curitibanas

Quatro mulheres − com suas diferenças e semelhanças − falam sobre amor, filhos, culpa, força, disciplina, paixão

8 de maio de 2019 - Por: Redação

Cada mulher é de um jeito, é única, e isso as torna ainda mais fortes. Porém, assim como temos a força em comum, temos também a culpa. Parece que estamos sempre buscando dar conta de tudo e ainda sermos perfeitas. Por quê? Você já parou para se perguntar? Não existe uma só resposta. Da mesma maneira, não existe uma só forma de ser mulher. Casada, solteira, mãe, sem filhos, jovem, experiente. Seja qual for a situação, não há fórmula certa e, por isso, defendemos que, sim, toda mulher é incrível. Pare de se culpar, de se cobrar e viva! Viva cada momento intensamente e, ao final, tenha a certeza de que tudo valeu a pena.

No mês da mulher, reunimos quatro depoimentos de curitibanas − de nascimento ou coração − para você se identificar e se inspirar. Boa leitura!

Maria Claudia Stephanes, administradora e designer de interiores, mãe de Eduardo, 16, e Gustavo, 14

 

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“Mulheres são seres abençoados, dotados de um incrível poder de amar a tudo e a todos intensamente. É ter a capacidade de fazer tudo dar certo ao mesmo tempo em uma época de frenesi total. É cuidar da casa, dos filhos, da família e ainda do marido à noite. Para dar conta de tudo isso? Exercício logo cedo é o segredo para manter mente e corpo preparados.

Minha mãe sempre foi meu maior exemplo de mulher. Matriarca, integradora e atleta. Por isso, tento ser o mesmo para os meus filhos. Ensino sempre o comprometimento em tudo que nos propomos a fazer. Disciplina e paixão. Se algo der errado no meio do caminho, é porque não era pra ser, mas você tentou.

A mulher se deixa de lado quando tem filho. Não somos mais nossa prioridade. Já senti muita culpa por estar me divertindo ou viajando sem os filhos, mas o tempo vai nos ensinando a manter um certo equilíbrio, os filhos vão crescendo e os sentimentos voltando ao normal. Afinal, não podemos esquecer de nós mesmas.”

 

Isabela Almeida, psicóloga, mãe de Félix, 13 anos

 

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“Ser mulher e mãe é uma responsabilidade e uma vivência incrível, transformadora! Ensinar, educar, apresentar o mundo, seus princípios e valores para aquele serzinho tão pequeno e indefeso, que em um piscar dos olhos vira um adolescente e, então, um adulto, não é simples. Hoje muito se fala do grande desafio de gerir uma carreira, cuidar da casa e ser mulher com todas nossas adoráveis idiossincrasias, mas educar e criar nunca foi fácil, independentemente da geração. Como psicóloga, acredito que temos de deixar a culpa de lado, aceitar nossas limitações com naturalidade. Mães não são perfeitas, somos humanas. Toda mulher é forte, intuitiva e perspicaz, então, quando estiver com seu filho, o perceba como indivíduo, não como uma extensão de suas projeções! Estamos sempre evoluindo como pessoa, não tenha medo de mudar, tradições são boas, mas não precisamos nem devemos ter um compromisso com o erro. Viver é uma viagem mágica que, ao que tudo indica, não tem replay.”

Cassia Assumpção Trein, engenheira civil, grávida da primeira filha, Luísa

 

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“Meu trabalho é uma paixão. Atuo no ramo de novos empreendimentos e cada um é como um filho. Sempre quis ser engenheira e na faculdade já percebi a força da mulher. Isso porque a turma era predominantemente formada por homens, mas as poucas mulheres que tinham já se destacavam. Acredito que a mulher consegue aliar garra e determinação com ternura e delicadeza e é isso que nos torna tão especiais. E por isso também conseguimos ser multitarefa e desempenhar diversos papéis: profissional, esposa, filha, amiga e, agora no meu caso, mãe.

Estou grávida de minha primeira filha, Luísa, prevista para chegar no começo de junho. Desde a descoberta senti uma enorme transformação em mim. Ter o poder de gerar uma vida é mágico e assustador, é o maior poder feminino que poderíamos ter. Hoje sou muito mais consciente do meu papel no mundo, cuido mais da minha saúde e qualidade de vida, tudo porque meu foco mudou, minha prioridade é outra. Não sei como vai ser depois que ela chegar, mas tenho certeza de que será incrível.”

 

Carla Keiko, artista e empresária, mãe de Aiko, 1 ano e 1 mês

 

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“Sendo mulher, nada é fácil. Por isso, somos todas incríveis: tanto aquelas que acatam os papéis impostos pela sociedade quanto as que lutam contra. Porque todas exercem seus lugares sociais e aguentam firme. Somos gerentes emocionais das nossas famílias, do marido, dos filhos, trabalhamos e, ainda, temos a nossa própria vida. Já somos empoderadas, precisamos apenas ter consciência disso.

Quando descobri que estava grávida, foi a melhor licença poética da minha vida para transformar tudo. Parar e pensar no que queria mudar, pois grávida eu tinha a sensação de que podia tudo. Fiz parto domiciliar, assistido por parteiras, com minha mãe e meu marido. Foi lindo e hoje, um ano e um mês depois, vejo que a Aiko me apresentou minha melhor versão de mim mesma.

Minha mãe sempre foi e é meu maior exemplo de força e resiliência. Quero passar para a minha filha que o mundo é louco, mas é bom. Que ela deve, sim, confiar nas pessoas, mas pode se decepcionar algumas vezes. Quero que a Aiko perceba o tamanho da liberdade dela, que é infinita, e que ela pode viver sua própria história, compartilhando comigo, claro, mas que é dela.”

 


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