Garimpo fashion

21 de julho de 2014 - Por: Redação

Filha de Lieseolotte Günter, que há 60 anos fundou a Climax, ela se orgulha de há 25 anos garimpar os melhores produtos para suas lojas Capitollium. Confira nosso bate-appo e aposta da empresária na mulher real, menos focada em marca e mais atenta ao custo-benefício de suas peças, selecionadas com um olhar atencioso de quem conhece muito de moda.

SUA EXPERIÊNCIA NA MODA VEM DE FAMÍLIA?

Eu brinco que eu tenho no sangue essa coisa de sacoleira. Eu nasci dentro de uma família empreendedora. Minha mãe tem a Clímax há 60 anos. O tempo inteiro minha família falava sobre o negócio, falava de cliente, de compra, de atendimento, de aperto financeiro, épocas boas e ruins. Sempre discutimos em casa sobre economia e sobre o que é o Brasil. Eu sou a mais nova de quatro lhos e meu pai nunca escondeu da gente a realidade de se ter um negócio, que tem muito mais trabalho que encantamento. Por isso, para mim o glamour da moda é somente uma parte da história.

COMO É O PROCESSO DE ESCOLHA DAS COLEÇÕES?
Temos uma gestão bastante profissional do mercado de moda. Seis meses antes
a gente começa a entender o que está acontecendo lá fora, acompanhando
revistas internacionais, sites de tendências, mas tenho o cuidado de só investir
nisso na hora certa, senão vou antecipar uma tendência que o público não vai estar pronto para receber.

É UM VERDADEIRO GARIMPO PARA ENCONTRAR OS MELHORES PRODUTOS?
Com certeza. Meu trabalho não é só vender, é achar um bom fornecedor e um produto de qualidade. As pessoas estão muito focadas em modelos. É preciso ser um pouco mais inteligente na hora de comprar. A gente aprende a desconstruir tudo o que se fala de moda porque vive nos bastidores.

QUAIS SÃO SEUS CRITÉRIOS?
No momento em que estou escolhendo um produto eu analiso qualidade, acabamento, design, se está na tendência de moda e o preço. A peça
pode ser linda, mas se eu não achar que a cliente está disposta a pagar pelo valor de etiqueta, ela não vale nada para mim.

QUAL O PERFIL DA CLIENTE CAPITOLLIUM?
Uma pessoa madura, que não foca somente em marca, mas que dá valor a qualidade e preço justo. Nossa cliente está atenta ao produto: tem que ter bom acabamento, ser tendência, mas tem que ter um custo-benefício bacana. Encontrar esse perl de produto tem sido o grande trabalho da Capitollium nos últimos 10 anos.

A RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO É A GRANDE TENDÊNCIA?
É o que a gente acredita. Existem marcas que investem apenas em imagem, mas acredito que a grande faixa da população hoje quer conteúdo. Nossa proposta hoje é buscar o “Smart Fashion”, peças que atendam às exigências de qualidade e design das nossas consumidoras, sem estourar o orçamento delas. Hoje as nossas clientes não querem comprar uma blusa baratinha que vire um trapinho após a primeira lavada, nem um blazer que não consigam se mexer dentro dele. Eu continuo acreditando que um produto que tenha um tecido interessante, um excelente acabamento e um corte bacana possa ter um preço justo. É óbvio que não vai ser barato, mas é preciso que seja justo. Precisamos também combater a imagem de preço alto. Bom produto é um pouco mais caro, não tem milagre, mas existe possibilidade de se deixar de lado aquelas marcas que só por conta da etiqueta custam seis vezes mais caro, sem perder a qualidade. Como nossa origem foi trabalhar sempre com marcas muito famosas e produtos muito caros ainda tem muita gente que olha a vitrine, nem olha o preço e já diz que a Capitollium é cara.

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PODEMOS DIZER QUE A MARCA PRINCIPAL NA CABEÇA DA SUA CLIENTE É A PRÓPRIA CAPITOLLIUM?
Com certeza, por todo esse trabalho de pesquisa e produção a gente conseguiu a possibilidade de dar o aval para os produtos que oferecemos. E como eu tenho isso no meu sangue, a coisa que mais gosto de fazer é garimpar produto. Acho que a minha cliente tem essa independência de se vestir com o que se sente bem e não porque fulana usou ou comentou. Isso na verdade acaba indo
muito na contramão do que é o mercado de moda atual. Afinal, o que a pessoa vai fazer se ela não ca bem com o que o mercado de moda está ditando que é tendência?

QUAL O GRANDE DIFERENCIAL QUE VOCÊ PROCURA APLICAR NAS SUAS LOJAS?

Atendimento. Precisamos ser consultoras, resolver o problema das nossas clientes e auxiliá-las a fazerem uma boa compra. Quando eu estou atendendo uma cliente gosto de sugerir peças que se coordenem entre si, que ela tenha para a mesma calça dez opções de looks, que não que presa num look só. Nós temos 25 anos de loja e eu tenho clientes que estão conosco desde o primeiro dia. Isso é porque eu não me interesso em fazer uma única venda, mas em fidelizar a cliente. Eu gosto da cliente que vem todo mês. Gosto de estar presente na vida da cliente e auxiliá-la a ter um guarda-roupa bacana e inteligente.

COMO ESTÁ A PRESENÇA DA CAPITOLLIUM NO MERCADO DIGITAL?
Estamos conquistando muito mercado porque levamos para o e-commerce a experiência de atendimento personalizado de uma loja física. É uma experiência desaadora, mas esta vitrine é muito importante porque a gente deixa de ser uma loja de Curitiba para atender todos os lugares do Brasil. Não sou daquelas que acredita que as lojas físicas são algo do passado, mas acredito que a internet será um canal muito importante a curto prazo. Eu tenho clientes na loja virtual que moram a duas quadras da loja física, mas que simplesmente não conseguem vir até a loja em virtude dos seus horários e compromissos. Além disto, para as clientes de Curitiba, a loja online acabou abrindo uma vitrine de mais de 2.000 produtos para que elas possam saber o que está acontecendo na Capitollium.


Viver no digital

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