Isabelli Fontana

21 de outubro de 2013 - Por: Redação

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Isabelli é mãe de Zion e Lucas e como toda mãe que se preza morre de culpa por deixá-los enquanto embarca para mais uma viagem para uma sessão de fotos em Budapeste ou para o enésimo desfile em Paris. Ela participou de uma entrevista exclusiva porque aos 30 anos carrega os sonhos e as imperfeições de toda mulher e não esconde isso de ninguém. Custe o que custar. E mais: a menina de olhos azuis que se tornou a número um das marcas mais famosas tem a consciência da importância da sua imagem e a transforma em força para campanhas sociais como a de Doação de Sangue e a de erradicação da Poliomielite.

 

Você já disse algumas vezes que trocaria a moda pelas artes plásticas. O que especificamente você gostaria de fazer?

Ainda quero realizar esse grande sonho de me tornar uma designer, me imagino assinando lustres e sofás para casa.

 

Você está se voltando para a criação de algumas coleções? Quais? Isso é um caminho natural por conta da sua experiência?

É supernatural sim! Por estar na moda muitos anos, eu adoro criar conceito para marcas, assino o que tem a ver comigo, adoro criar estilos que gosto e acredito.

 

Você destaca que se tornou embaixadora da L’óreal por ser uma mulher de verdade. Para você, o que é isso exatamente?

Uma mulher que acredita na vida. Tive meus filhos, acreditei nas minhas historias amorosas, e nunca desisti dos meus sonhos. Apesar de todos pensarem que isso não poderia acontecer,  mostrei-me real, uma mulher que leva tudo nas costas, que tem carreira e família tudo ao mesmo tempo, quer gritar ao mundo e mostrar que a felicidade acima de tudo é possível. Quero um equilíbrio vital e sem esquecer, é claro, do que amo e acredito.
Quando alguém vê uma pessoa de sucesso pensa que tudo caiu do céu. Você já deve ter tomado muitas decisões difíceis e se privado de muita coisa para chegar até aqui. Quais foram as mais difíceis?

Tive que pastar muito, enfrentar muitos nãos.  Isso mexe com sua auto-estima. Decisões são sempre muito complicadas… Sempre foi muito difícil quando eu organizava minha vida, e, de repente, eu pegava um trabalho muito importante e minha agenda mudava totalmente. Hoje priorizo os meus filhos. Eles estão crescendo atualmente eu sigo a agenda deles e não eles que seguem a minha.

 

Esta é uma grande conquista.

Sem dúvida, quando marco alguma coisa com eles, não mudo por nada. Nessas nossas últimas férias abri mão de um trabalho superimportante para ficar com eles e não me arrependo. Este é o lado mais difícil para mim, minha vida é feita de escolhas, o todo tempo. E não posso somente pensar em minha carreira.

 

Falar o que pensa já lhe causou muitos problemas, mas provavelmente foi um dos combustíveis da sua carreira. Como você tem lidado com isso?

Eu hoje em dia me policio muito mais, para trazer mais harmonia para minha vida futura.

 

Viver em um universo com tanto ego, convivendo com tantas pessoas diferentes e complicadas, deve dar muita bagagem emocional. O que mais aprendeu?  

Aprendi a lidar com todo tipo de gente e não vou dizer que foi fácil. Tudo me fez aprender que ego é uma coisa banal e desnecessária, de baixa espiritualidade e faz muito mal à humanidade. Aprendi que o que realmente vale a pena não é tirar onda de ser o melhor e ter tudo, mas sim estar alegre e feliz com as coisas mais simples da vida.

 

Você está no ranking das modelos mais sexy do mundo e também das mais ricas. O que essa vida de celebridade tem de melhor e de pior?

Você acaba se acostumando a tirar olhares interessados, mas o importante é sempre ter os pés fincados no chão! E tentar ser bom exemplo para aqueles que te admiram. Nunca parei para pensar o que tem de melhor ou pior na minha vida. E, cá entre nós, eu não me sinto celebridade para dizer a verdade.

Quando você acha que moda vira exagero?

Quando as pessoas perdem o bom senso do que pode ou não usar na rua.

 

Em uma de suas entrevistas você abriu o jogo e disse que fracassou no projeto de criar uma família feliz. Mesmo sabendo que isso não depende exclusivamente de você, por que sofre com isso?

Já sofri mais. Hoje aprendi aceitar a minha vida, as escolhas que fiz. Optei pela vida que levo, e vou levando, sigo meu coração, meu instinto de mãe.

 

Você saiu de Curitiba muito cedo… Quais as lembranças que tem daqui?

Tenho não só amigos, como toda minha família mora em Curitiba, tenho ótimas lembranças. Quando desço do avião, me dá uma alegria diferente por ser minha terra natal, onde passei toda minha infância e pré adolescência. Estudei em vários colégios municipais como o “Chicão”, o Arapongas e também no Bagozzi.

 

Nos momentos mais decisivos da sua vida sua mãe esteve presente. Imagino que ela tenha te dado muitos ensinamentos, toques, dicas. Quais foram as principais?

Você deve imaginar o tamanho da minha gratidão só por ela ter ficado comigo praticamente todo tempo. Foram grandes toques ao longo da minha vida, que transformaram em uma mulher quase plena. Falo isso porque é claro que tenho muito a viver e aprender ainda.

 

Seu engajamento é muito importante para algumas causas sociais. Quais são exatamente?

Atualmente estou à frente de três ações: uma com a Unicef e Fundação Abrinq, onde toda verba arrecadada será revertida para ações que envolve crianças. Outra é “Falta Pouco”, uma ação não governamental onde divulgamos a vacina contra a Poliomielite e que recentemente  firmou uma parceria com a marca Tufi Duek. Tivemos um grande lançamento ressaltando a importância dessa vacina e ainda a oportunidade de conferir a linda coleção assinada por Eduardo Pombal. E por último, temos a campanha “Doe Sangue Doe Vida”, onde incentivo a doação de sangue, que é um ato rápido e que pode salvar muitas vidas.


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