Conheça a história de três mulheres que tiveram coragem de começar a mudança pela profissão

Sabe aquela hora em que você sente que precisa de uma virada na vida? Cintia, Simone e Fernanda contam como foi mudar de profissão

14 de maio de 2019 - Por: Redação

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Tomar a atitude de mudar algo na vida não é fácil. Às vezes, até mesmo decidir por um novo corte ou cor de cabelo já nos faz perder o sono, quanto mais coisas maiores, como mudar de casa ou resolver fazer um curso. Imagine só mudar de profissão. E não estamos falando somente de quando você é infeliz no trabalho, às vezes a reviravolta acontece mesmo quando já é realizado profissionalmente. Foi o caso da empresária Cintia Kyt. Formada em Direito há 21 anos, trabalhava como advogada especialista em Licitações e Contratos Administrativos, área em que foi muito feliz. “Realmente me identificava bastante com minha profissão, mas em 2017, após sair do grupo onde trabalhava, resolvi me dedicar à minha grande paixão pessoal: a mesa posta.” Então nasceu uma nova carreira e sua empresa, a Top Table. “Com ela me reinventei e comecei a atuar em uma área apaixonante. Hoje, fazer eventos, montar mesas, criar ambientes para festas, lidar com a alegria e expectativa de coisas boas é maravilhoso!”, diz. Para Cintia, a mudança de profissão foi o start para uma reinvenção da própria vida. “A mudança de carreira me proporcionou uma transformação da rotina, me possibilitou fazer a minha própria agenda, ser dona dos meus horários e me trouxe uma alegria sem fim. E também muito trabalho!”, conta feliz.

A pausa na carreira por conta da maternidade também é outro fator determinante nessa reviravolta profissional. Simone Braga Cortes formou-se em Nutrição, trabalhou com programas de merenda escolar da Nutrimental e também em restaurantes. Quando os filhos tinham 3, 5 e 7 anos, decidiu dar prioridade a acompanhar o desenvolvimento deles. Os anseios profissionais reacenderam quando já eram adolescentes e Simone resolveu voltar a estudar. Ingressou na faculdade de Psicologia em 2009 e depois se especializou em Terapia Familiar Sistêmica e Mediação Familiar, área que vem atuando desde 2017. “O mais legal é que quando fiz meu teste vocacional, na época do vestibular, o resultado foi Direito, Psicologia e Pedagogia, cursos que acabei juntando no trabalho que realizo. Hoje me sinto extremamente realizada e feliz”, afirma.

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Os filhos também foram, mesmo que involuntariamente, o empurrão que faltava para que Fernanda Paolelli desse o turnover na carreira. Como zootecnista, trabalhava com animais de laboratório na área de pesquisa do câncer. Ao descobrir que estava grávida da primeira filha, saiu do trabalho por considerar perigoso para a gestação, em razão da manipulação com quimioterapia. Quando Carolina, sua filha, estava com seis meses, Fernanda decidiu retornar ao mercado de trabalho, mas foi surpreendida com a gravidez da segunda filha. Depois de um tempo, apesar da alegria de estar perto das filhas em tempo integral, já estava cansada de ficar em casa só na função de mãe. Ofereceu ajuda para uma tia que trabalha com doces finos e assim teve o primeiro contato com as forminhas. Sempre gostou de artesanato e decoração, por isso fazia cursos na área por hobby, até que fez um de flores. Então, começou a adaptar o aprendizado com flores para as forminhas, o que até então era apenas passatempo. Foi aí que veio o primeiro pedido de 700 forminhas, com prazo de um mês para confecção. “Quase já não dormia direito em função das meninas, com essa responsabilidade então, dormir nem pensar! Isso foi junho de 2007 e desse momento em diante nunca mais parei.” O trabalho deixou de ser hobby e hoje são confeccionadas em média 6 mil forminhas por semana, chegando a 30 mil forminhas ao  mês. “Amo o que faço. O importante é manter a qualidade, preço e fazer o trabalho sempre com amor”, conclui.


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